Pensamentos aleatórios #62

Sobre a intervenção urbana, arte e a desconstrução das relações sociais.

Onde eu estava? Bem, eu estava ausente.

Por quê? Porque eu estava com preguiça.

Leia mais, sei que você estava com saudades de mim.

Originalmente eu pretendia escrever sobre sexualidade, mas ninguém liga pra sexualidade e um assunto mais interessante fácil acabou surgindo: Intervenções nas ruas.

Só de ouvir falar de intervenções normalmente pensamos em intervenções armadas tipo UPP ou guerra do Iraque, porém raramente pensamos em intervenções urbanas.

O que são essas coisas coisas urbanas ai?

Intervenções são manifestações artísticas de qualquer tipo, geralmente expressas com mensagens pintadas nas paredes, grafite, estátuas vivas e pandas vestidos de humanos, talvez, até por meio de flashmobs.

Dois exemplos (os únicos que me vêm em mente) são os gêmeos:

Leia, eu sei que você quer

Addendum #8

Todo o santo dia alguém vem a este blog procurando algo mais ou menos assim:

“Filme em que um garoto voa em um cachorro”

Neverending story

Saiba de algumas coisas:

  1. O nome do filme é História Sem Fim.
  2. Aquilo é um dragão voador e não um maldito cachorro, seu nome é Fuchur.
  3. No livro o garoto que voa no ‘cachorro’ (vertigem e vômitos ao pronunciar essa palavra) é verde.

Parabéns, agora você sabe a verdade, procure por “Garoto verde voando em um dragão cor madrepérola “.

Não, não estou irritado.

Pensamentos aleatórios #61

Bem, depois mais de 90 luas volto a esta cabana, vindo diretamente do interior de uma baleia, um incidente que custou minha perna direita e me rendeu um novo apelido: Corsário Barbossa, a serviço da Vossa Majestade, o rei e da Coroa Britânica. Não, espere, não estamos no set de Piratas do Caribe 4 e não era uma baleia.

O homem ‘quebrou’ a perna apenas (a preça azul parece uma bota ortopédica), o CG vai tratar de amputar e troca-la por uma perna de pau.

Bem, nada mais importa, hoje venho falar não de mulheres tatuadas, de filosofia, de religião ou política, venho falar de ensino e aprendizado.

Aliás, vou falar de religião, política e filosofia, quem sabe surjam mulheres tatuadas, nunca se sabe… Hoje conversava com um amigo no cursinho que pediu para irmos comprar folhas de fichário, eu disse que deveríamos correr à papelaria muito rápido pois iria ensinar uma garota que senta do meu lado a marcar forças na matéria de física. Você, criatura que está no cursinho, sabe que marcar forças é  primordial e que é matéria das primeiras apostilas. Aliás, sabe também que marcar forças é a base de inúmeros exercícios de dinâmica.

E então o amigo vira e fala: “Nossa, essa menina vai prestar medicina? Não né?!”

Digo que não, pergunto o por quê e ouço que a menina deveria ser muito burra e o por que é que ela não sabia algo trivial como marcar forças.

Quando fui falar com ele que as pessoas tinham dificuldades, ele diz que a menina teve dois meses para aprender aquilo e não aprendeu, que não valeria nada explicar isso às vésperas da revisão.

Santo Deus.

Começamos a discutir, mas o garoto simplesmente ignorava que as pessoas tem dificuldade com as matérias e tem um ‘bloqueio’ para exatas (normalmente) justamente porque essa matéria é absurdamente abstrata. Considerava-me uma falha em exatas até que nos exames do terceiro ano tirei 10 em matemática e 9,5 em física. De lá até hoje vi que a matemática é útil e inventei métodos para driblar essa aparente ilogicidade da matemática e da física. E enquanto falava isso o garoto me olhava e no final dispara: “Não, por que pra mim isso é um dogma”

Momentos de dor.

Dogma?

DOGMA?

-DOGMA?!?!-

“ARRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR! Seu cão selvagem sarnento!”

Continue, meu caro, continue!

Pensamentos aleatórios #60

“You’re so beautiful, so strange, so lovely,
That’s the truth.
But if you were the one, baby, you’d’ve heard it by now;
But I never said I love you”

[Kaki King]

Conversava com meu aprendiz Felipe quando intrusivamente surge uma mensagem:

“Eu não vou chegar e dizer que tenho vontade de sair do blog. Não é bem essa a sensação. Gosto de ver minha foto, meu nome e minhas postagens ali. Mas também não posso dizer que pretendo publicar. Tenho publicado sempre, eu não paro de escrever, mas apenas no outro blog. “

Depois de ouvir isso confesso que fiquei frustrado, nunca tinha pensado que ouviria isso de tal pessoa, nunca tinha pensando que o nível de infantilidade iria transbordar.

Mas, para falar do dilúvio tenho que falar das primeiras gotas d’água, não concorda comigo, filhote?

Tudo começa no dia 18 do 5 quando numa conversa exponho o que acho da beleza das pessoas do blog (claramente com o Rico figurando entre os mais belos entre os belos) e se sentem ofendidos porque não considero alguns tão belos como os outros e passo a ser ignorado.
Dilúvio?

Pensamentos aleatórios #59

[Há exatos dois meses não posto aqui, me sinto um estranho.]

Protelei absurdamente este texto. Peço que me entenda, filhote, eu estava estudando.

Eu ando observando as pessoas a minha volta, uma delas me chama a atenção.

Não pense que vou falar das moças bonitas que existem na minha sala, não seria capaz de descrever a visão do paraíso; nem que vou comentar que o número de casais desfeitos durante o ano de cursinho é alarmante.

Falarei de um aluno que ora ou outra invade a classe; chamaremos ele pelo codinome “golfinho”, claramente por causa de sua voz que se destaca da maioria por sua voz a lá “espanta tubarões”.

“Mas afinal, o que ele fez, Cure?”

Mas afinal, o que ele fez?

Pensamentos aleatórios #58

Sobre escolhas,cães vegans, vegetarianos xiitas, genocídio animal e a minha ‘insônia’.

“I didn’t know what you were made of
the colour of your blood, what you’re afraid of
are you made of calcium or are you carbon-based
and if you’re made of calcium i’ll have to take a taste”

[Andrew Bird]

Bem, agora são 02:30, daqui a 2:30 deverei acordar para uma incrível jornada ao cursinho, enquanto deito e rolo sem sono não consigo tirar algumas ponderações sobre uma matéria da Época do mês de março sobre animais vegetarianos/vegans, espero que tragam as tochas e armas improvisadas.
That’s a cruel life!