Platão e a Arte Mimética

Platão, em seu Livro X, por meio da ruptura entre conhecimento e arte, condena a arte por promover a mimese, que seria como postula Platão, a inversão dos pólos da verdade: enquanto a Filosofia é o conhecimento pautado no verdadeiro, a arte enquanto mimese pauta-se na aparência, elege simulacros da verdade; o imitador, diz Platão, está a três pontos afastado da verdade. Isso significa que a arte enquanto mimese produz o que tem aparência de verdadeiro – não presta contas com a Filosofia e com a verdade da qual a Filosofia é senhora absoluta; daí a recusa de Platão, posto que para o filósofo grego a verdade é o bem mais precioso e útil à sociedade e o bom cultivo da virtude.

Platão não reprime em absoluto a mimese. Mas já se trata de uma outra idéia de mimese que Platão advoga em nome de sua cidade ideal. O próprio Platão faz uso da mimese em seus escritos; ele simula, esconde-se por detrás de seus personagens – Platão que imita Sócrates, que fala através da personagem Sócrates -, como poderia ele negar a mimese? Seria dar um tiro no próprio pé. Trata-se de algo mais profundo o que Platão propõe para resolver o problema.  Citando Platão:

Mesmo assim, diga-se que, se a poesia imitativa voltada para o prazer tiver argumentos para provar que deve estar presente numa cidade bem governada, a receberemos com gosto, pois temos consciência do encantamento que sobre nós exerce; mas seria impiedade trair o que julgamos verdadeiro. Ou não te sentes também seduzido pela poesia, meu amigo, sobretudo quando a contemplas através de Homero?” [A República – Livro X, pág. 306-307]

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Pensamentos aleatórios #43

“The heart wants us to fall in love.
Everyone I know wants to fall in love
Love once got me in the gut,
There was no real fight, it tore me up.”

Gregory And The Hawk – Bad Habit

Sobre relacionamentos, respeito e frustração.

Tenho um problema sério com relacionamentos: Eles descambam sempre para o lado que eles não devem ir.

“Como assim, Painho?”

É simples, meu filhote: Eu tento respeitar as pessoas, as pessoas começam a querer namorar comigo porque eu não trato elas que nem gatos (cachorros são sempre bem tratados por mim; ser tratado como um cachorro para mim é um elogio!), por respeito a mim mesmo eu não quero namorar porque não amo a pessoa e depois acabo gerando mais uma pessoa  brava comigo e consigo porque ‘deu uma chance ao amor e se ferrou denovo’.

[

“MAIS COMO VOCÊ É CONVENCIDO! NÃO É TODO O MUNDO QUE TU TRATA BEM QUE QUER NAMORAR CONTIGO!”

Eu sei que não, mas já aconteceram casos assim, dai o exemplo.]

Há muito tempo uma menina me mandou um depoimento:

“Ai, sempre que você entra meu coração bate mais forte! Eu até choro, mesmo!”

O que fazer frente a isso? Como se deve proceder nesse caso?
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Pensamentos aleatórios #34

[Sim, estou protelando meu texto sobre música e literatura]

[Cuidado, imagens fortes, se tiver mais de 18 anos não leia]

Sobre tatuagens, piercings e a ignorância humana.

Neste meu ‘exílio’ voluntário regado a quadrinhos de Calvin e Hobbes, feeds RSS, lições de geografia intermináveis e várias fotos coletadas por ai encontrei diversos blogs interessantes com conteúdo próprio e, claro, encontrei muitos blogs com conteúdos copiados e colados —

Até que encontro um post brilhando para mim:

“Fotos Body Modification Bizarros”.

“Leia-me”, disse o post.

Curiosa definição do que é body modification (citando do próprio blog):

“Body Modification nem todo mundo sabe o que é, mas explico. É algo como tatuagem mais avançada.[‘Não estou lendo isso..’] São pessoas que usam diversas técnicas para modificar o corpo e se tornarem praticamente monstros.(sic)”

Holy Jesus, é como falar que uma podóloga que desencrava a sua unha do pé é como uma cirurgiã que faz um transplante de coração.
Leia meu desabafo, o orkut é desnecessário de agora em diante