Da Degenerescência do Feminino

Há muito que dizer acerca do desencantamento do que é feminino, de sua feiúra degradante e crescente. Mas aqui não haverá enumerações, e sim apontamentos de um fenômeno específico dessa perniciosa realidade: a fofoca, o gosto pelo falar à esmo acerca da vida alheia – sem conhecimento, que seja bem claro, e, o mais grave: deturpando, propositadamente, os fatos -, o que está, solutus ab omni re, ligado a um modo – inconsciente ou não – de negação de si, de sua própria vida; um desvio do seu próprio ser, porque quando não há o que se pensar sobre si mesmo, pensa-se sobre os outros, e aí, a mentira, a distorção, cabe como um atrativo, como um divertimento a mais, alguma coisa que se mistura a esse narcótico para torná-lo mais forte: mais desviante. É reprovável que hoje se tolere, e pior ainda, se incentive esse tipo de ato: as mulheres rebaixam-se a um nível tal que seu valor torna-se nulo. Outrora a fofoca era algo que dizia respeito às velhas, às ditas dondocas, mulheres religiosas que tornavam o centro de suas vidas – medíocres, pois eram religiosas – o julgamento precipitado e equivocado sobre os outros, vomitando, então, seus preconceitos morais. Hoje não: garotas de amotinam nos banheiros das escolas para falar das outras mulheres; dos homens (principalmente dos homens das outras mulheres); dos professores; da mãe dessa ou daquela garota; da vida desse ou daquele artista célebre etc.

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