O caminho

Pensar os caminhos, eis algo que, talvez, a psicanálise não tenha feito, salvo algumas exceções, mas que se mantiveram num nível de análise superficial demais. Podemos perceber isso no exemplo de Hans: Freud se esforça em mostrar (de maneira risível, como na maioria das vezes) os encadeamentos do inconsciente; Hans sai de casa, Hans vê um cavalo apanhando, como Hans reage a estas coisas. No entanto, Freud não se aprofunda o suficiente para saber como o próprio caminho, e não apenas elementos isolados desse caminho, se relaciona com Hans. Árpad, o “menino-galo”, é exatamente a mesma coisa; Ferenczi se mantém em um nível que não é o suficiente. É dificílimo achar qualquer preocupação com o meio, e é por isso que o empreendimento de Deleuze e Guattari é tão importante e necessário, pois entender os meios permite entender o todo, quem sabe. Clique aqui e continue a ler