Desconcertos #5

“mas ei pera aí tem algo a ser entendido aqui no meio de toda essa confusão? justamente não há mas há o desejo de que assim não fosse e assim sigo por esses caminhos e desço pra fumar e me percebo num frio tremendo pernas e braços só minha boca está quente e minha companhia é uma barata e o tabaco queimando e lembro apenas de que essa boca pode estar quente por outros motivos a quase mil kms de onde estou onde não estou e sequer sei se algo em mim reside lá é sempre a mesma dúvida a assolar essa cabeça povoada de distâncias principalmente de si mesma será que foge como que de medo de um monstro? o isqueiro também é um resíduo de lá azul piscina um cerúleo de fim de tarde de lá é que aqui é diferente e lá sempre me faz pensar sobre como é possível haver pessoas estressadas e sem sentidos para aquele céu cerúleo de sóis alaranjados e nem mesmo você enxerga direito aquele sol se eu não te mostro como uma criança a apontar um monstro…”

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