In Massam Orationes #2: A música

Ecce uos estis nihilum, et opus uestrum nihil ualet; abominatio est, qui eligit uos.

Uma coisa incrível: a indiscernibilidade que o coro de Bach (e, talvez, o coro barroco) possui. Os coros de garotos misturam suas melodias entre si, juntando-se ao grave do coro dos homens – loucura audível. Entenderam isto os odiadores do século XX? É mais do que possível atingir o tal do “cósmico” sendo agradável ainda aos ouvidos, não sendo puro silêncio, pura melodia sem nexo algum, sem linha algum. É possível rabiscar com beleza; é possível fazer música sem exigir do ouvinte uma bibliografia básica que explique a música  (não é sinônimo de facilitação da música e educação) – ela tem de se explicar, ela própria tem de ser um livro em que você se jogue sem ter de ler uma sinopse qualquer. Saber congraçar a beleza com o conhecimento, o prazer com a educação, o amor com a vida – esses “artistas” se deixaram levar pela epidemia de pessimismo que até hoje perdura. Todo esse socialismo, toda essa democracia – o que foi mais pernicioso ao conhecimento, à vida, do que eles? Toda essa guerra aliada a um pensamento escravo que se tornou dominante foi/é a grande causa de toda essa epidemia – a música, que é essencialmente sacer, tal qual toda arte e filosofia, se tornou este lixo que ouvimentos e vemos em suas partituras hoje porque ela não teve outra escolha. Mas, com certeza existem outros caminhos, que permitam uma verdadeira elevação do homem, um retorno entre iguais através do Mitfreude.

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