Juventude perdida

Breve crítica à crítica

É muito comum entrarmos em um blog e percebermos que há algum post ou imagem que fale sobre a juventude de hoje, algo que a deprecie e fale sobre ela com aquele escárnio típico de pedantes. Devemos ver, agora, o que é que está sendo dito sobre essa juventude, como os jovens veem os jovens, os adultos, os senis. Infelizmente não disponho de material do que uma criança tem a dizer sobre a juventude de hoje – uma pena, de fato.

Os jovens

Bem, agora precisamos separar esses jovens entre aqueles que são “sabidos” e “ignorantes”.

– Sabidos

Esses são os jovens que agem pedantemente. Há exceções, naturalmente. Eles apregoam um amor pelos tempos passados, tempos esses que seria de maior participação política, revolta política, conhecimento, ciência, cultura etc. Ou seja, a intenção alta e clara deles é botar o passado no presente – ou trazer as coisas boas do passado para o presente, não? Mas essa é uma tentativa improfícua; então eles se põem a lamentos eternos. Algo bem ao estilo de Hegel – o homem-histórico.

– Ignorantes

Carpe diem ^^y

– – Crítica

Não quero criticar os “ignorantes”; continuem assim. Os sabidos, por sua vez, ao falharem em trazer o passado para o presente – tal qual, como diz um amigo, um “museu conservador” – eles acabam por se esquecer do presente e acabam se tornando os jovens que eles tanto odeiam. Olharam tanto para o abismo, procuraram por outros abismos, que acabaram por se tornar um, e agora o abismo procura por novos abismos, nunca olhando para frente ou para cima.

Mas qual o ponto que eles não conseguem enxergar? Talvez seja aquele ponto que diz o seguinte: as revoluções não são comuns, os grandes pensadores não são comuns. Eles querem que todos os dias, meses e anos sejam os de maio de 1968 ou, para melhorar, todo a década de 60. Não entendem que os jovens de hoje não são tão diferentes dos jovens da época de Epicuro – ou não existiam libertinos?  É muito difícil de compreender que os jovens não são uma máquina de revolução. Não ao jovem e homem-histórico; sim ao jovem e homem-devir: eis minha revolução.

Adultos e senis

Não vejo necessidade de separá-los, pois ambos possuem a mesma opinião. Diria que são quase que as mesmas do “jovem sabido”. A diferença talvez seja que estes sentem falta dos jovens de suas épocas, uma época melhor, mais ativa, menos homossexual, mais cristã, mais austera, mais educada, menos libertinos, mais apreciadores da boa música, segundo eles, óbvio. Assim, a diferença é que o passado deles não é tão distante do passado dos “sabidos” (apesar de, aqui também, lógico, haverem exceções). Assim, a minha crítica se mantém a eles.

_

Trilha sonora do dia:

_

Citação do dia:

“Considerando-se o quanto a energia dos homens jovens necessita explodir, não admira vê-los decidir-se por essa ou aquela causa de modo pouco refinado e seletivo: o que os atrai é a visão do fervor que envolve uma causa, e como que a visão do rastilho em fogo – não a própria causa.”

Nietzsche

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s