A violência pela violência

Uma tentativa de entender como funciona o método de punição social

Uma das razões de eu ter sido expulso de um certo movimento, foi porque eu mostrei um vídeo de uma menina jogando puppies no rio. Sim, um choque, né, meu companheiro leitor? Uma menina dessas merece a morte na certa, certo, leitor? Mas por quê?

Uma certa questão que circunda minha psique (não no sentido etiológico da palavra) é a questão da violência ser causa da violência contra o violentador. Em um post do Vitor, nosso querido autor traz à tona certos aspectos sociais estigmatizados e bota-os em cheque, dizendo que não somos ninguém para rotular uma pessoa de ladrão, ou qualquer coisa do gênero. A violência é desencadeada exatamente quando ocorre a rotulação do ser. Mas, tal qual o signo linguístico, para os funcionalistas, não seriam tais rotulações motivadas?

Olhando diacronicamente para a moral, tal qual fez Nietzsche em A genealogia da Moral, veremos que há motivação para a categorização e que esta, por ser motivada, estigmatizou-se, ou seja: os “criminosos” do passado que fizeram igual, foram punidos de X maneira, e, por serem punidos de X maneira, a maneira X se tornou a definitiva. Isso quer dizer que eles, os “malvadões”, são tratados assim porque outros foram tratados assim. (fora que há a moral por detrás disso)

Vamos olhar mais especificamente para um vídeo (ATENÇÃO: O VÍDEO É PESADO! SE FORES MORALISTA, ANIMALISTA, MENOR DE 18 ANOS, OU QUALQUER COISA DO GÊNERO, NÃO ASSISTA AO VÍDEO SEM A TUA MÃE POR PERTO) de um site bacana, em que é mostrado um gato pegando fogo. Para efeito de preservação de nome em direito da honra, criarei um personagem fictício, o Zatzethe. Digamos que Zatzethe, em seu blog, defenderá sua argumentação dizendo acerca da lei brasileira e mostra o quanto ele lutará para pegar todos os incitadores à queimação de gatos for possível. Agora, será que isso adianta de alguma coisa, meu amigo Zatzethe? Quer dizer, as pessoas que realmente forem adorar tal vídeo, não vão comentar ali, pelo simples fato de não serem burras, digamos que, assim como um cara que comentasse “ODEIO GATOS, VIVA AOS SEUS MATADORES!“.

Mas o que será que motivou Zatzethe a fazer tais considerações? A resposta seria a compaixão, empatia, ódio contra humanidade matadora de gatos. Mas eu gostaria de chamar isso tudo de Vontade de Negação.

Negação? Como assim?

A partir do momento em que Zatzethe assume a realidade daquilo que é contra a sua moral, ele deseja a negação de tal. Sendo assim, ele reprimirá de forma austera qualquer manifestação in favore àquilo que ele construiu como um ideal de perfeição moralística. Sendo tal ação ligada ao egocentrismo, naturalmente, visto que a pessoa faz isso, antes de tudo, para que o seu bem moral se mantenha estático, ele punirá qualquer um que esteja a favor daquilo, tendo a lei brasileira como prova de que ele está fazendo o certo. Portanto, tal ação de “bem” não é nada além de uma ação de “eu”.

Agora Zatzethe nos dirá o seguinte:

“Eis que vos preconizo, meus caros leitores: se eu encontrasse algum incendiário de gatos no flagra, pegá-lo-ia com toda a minha ira e que Deus me resguardasse, porque eu mataria a todos.”

Tal declaração deu todo o sentido ao nome do post: a morte pela morte, a morte pela raiva, a morte pelo ressentimento, a morte pela injustiça de outrem etc. A partir do momento em que a morte do próximo se torna assunto da morte de outro ser humano, independente do meio pelo qual tal foi motivado – um animal morto, um ídolo morto, uma linda mulher, um lindo homem etc. -, tal assunto começa a tomar rumo pelo ressentimento nitzscheano. O que seria tal ressentimento? Poder-se-ia dizer que tal ressentimento decorre da falta do sentimento trágico que existe desde a época de nosso filósofo-filólogo predileto. O sentimento trágico é caracterizado pelo dizer sim à vida em sua totalidade, o que significa também à percepção de morte.

Nietzsche foi o grande responsável pela volta do trágico nas pessoas, ele foi o responsável pela consciência de vida, além da de morte. Vemos todos os dias cenas horríveis na televisão, seja através do falacioso Datena, seja através da Globo: cenas de pessoas sendo sequestradas, outras de trocas de tiro entre policiais, outra do número crescente de mortos etc. É-me estranho a concepção de conseguirmos ver sem raiva nem dó um mexicano sendo queimado vivo (idem para as precauções), pelo simples fato de que ele “deve ter feito algo muito errado” ou “ele mereceu”. Sempre me foi estranha essa hipocrisia em massa que acontece entre os humanos (-meus queridos ratos) de que quando algo ruim acontece com um conspécime (i.e., da mesma espécie), não se ressentem, porém, quando é com um animal, a pessoa vira a indignada com argumentos do tipo “Ele não merecia!” ou “Odeio gatos, mas isso é demais.” ou “Malditos, filhos da puta, desgraçados, eu matava a tua mãe se ela já não tivesse um cu arrombado!” etc.

Se você, depois disso tudo, entendeu que eu sou a favor de animais sendo queimados in hell flames, então leia de novo.

O que eu quis mostrar aqui foi que falta o sentimento de a-hipocrisia em nós: ou nós nos condolecemos pelo mexicano em chamas e, assim, nos condolecemos pelo gato em chamas, ou não nos ressentimos por nada.

As pessoas costumam a dizer que eu sou muito frio e que isso tudo passará quando algo de ruim acontecer comigo (i.e., alguém importante da minha família morrer), mas vo-lo digo: eu apenas não sou hipócrita e prefiro continuar assim.

O sentimento que falta em vós, além do trágico, é o sentimento de eutimia, que está ligada à aponia e à atambia, sendo tais os que levam à ataraxia. O epicurismo precisa ser resgatado.

_

Trilha sonora do dia:

_

Citação do dia:

“Só cabe aos que me reprovam refletir um pouco e depois pedir desculpas a si mesmos. Não preciso de uma palavra
para a minha defesa”.

Nietzsche

19 thoughts on “A violência pela violência

  1. Vamos primeiro aos fatos:

    ANTES de julgar e rotular uma pessoa como “egocêntrica”, deve-se atentar para as experiências de vida e desafios pelas quais esta pessoa já passou, assim como estar a par de um grande histórico de fracassos e frustrações da mesma. É o tipo de situação onde somente um profissional da área de psicologia que ACOMPANHE o prognóstico do “paciente” possa dar seu parecer.

    O que dizer quando uma pessoa que escreve a respeito do que não conhece, sobre quem não conhece, sobre uma situação que não vivencia?

    A resposta é simples, meu caro: Acaba-se beirando as raias do ridículo.

    Pois ter um blog sobre pensamentos e acabar dissertando sobre realidades alternativas (Pois claro esta que vossa senhoria permanece presa ao passado ao apegar-se a conceitos de Nietzsche que se mostram 80% errôneos para os padrões psicológicos de hoje em dia, e isto é um fato, quer você aceite ou não) e tentar rotular/diagnosticar/julgar uma pessoa como “egocêntrica” e falhar miseravelmente no processo nos mostra quem verdadeiramente é o egocêntrico aqui, valendo-se de disfarces pseudo-intelectuais para camuflar o baixo poder de interpretação de realidade da sociedade que nos cerca. E analisando seu texto, o tipo de pessoa que você quer tentar passar-se por se torna evidente, para não dizer patético.

    Assim sendo, eu gostaria que você me explicasse onde se situa o egocentrismo de uma pessoa ao denunciar maus tratos contra animais, sendo que a mesma possui e cuida de um animal de mesma espécie, sendo que esta pessoa atuou na segurança pública e carrega desde cedo os valores do que deve preservar em comum acordo com a maioria das pessoas ditas “honestas e valorosas”. Isto não é querer “parecer” honesto e valoroso aos olhos de uma maioria. É simplesmente apaixonar-se por uma causa ou virtude, um fogo dentro de si que clama por lutar por algo que valha a pena, não interessando o quanto se saia prejudicado, errôneamente rotulado ou agredido verbal ou fisicamente. Para pessoas de caráter, a noção e certeza de defender o que é certo, é basicamente como o sol no céu: Você não precisa olhar diretamente para ele, para saber que esta lá.

    Apontando seu estúpido engano e diagnóstico fracassado com outras palavras:
    A postagem não foi feita sob hipótese alguma em “querer aparecer” ou “dar uma de cavaleiro-errante”. A postagem é uma forma de denúncia porque conforme a densidade demográfica aumenta, e a demanda de carga horária de trabalho cresce, o nível de falta de instrução dos pais e responsáveis beira o colapso, e as escolas não podem e nem conseguem ditar moral e bons costumes a alunos que evadem salas de aula para consumir drogas, fazer sexo inseguro, cometer crimes, atuar como vândalos e vadiar em volta de meios de entretenimento eletrônicos ou não. Assim sendo, a tão chamada “nova geração” precisa saber que o mundo não é “cor de rosa” como a mídia corporativa e as novelas pintam. Precisam de lembretes do que pode lhes acontecer da pior maneira quando fazem algo errado.

    Se você fosse perspicaz o suficiente para ter clicado no link “Conheça o Isso É Bizarro – O Que Somos?”, atentaria para o fato de que a humanidade somente reage e faz algo de positivo por si mesma quando a última fronteira lhe é mostrada com base na terapia de choque. A educação por meios tradicionais com o intúito de salvaguardar e semear moral e bons costumes já não mais funciona. E este é o trabalho que fazemos: Mostramos o que a televisão não mostra, todos os dias desfazemos as mentiras que os meios de comunicação semeiam.

    E com uma humanidade destas, eu sinceramente prefiro salvar os animais que aqui chegaram primeiro, ao invés de humanos que proliferam-se pelo globo consumindo seus recursos naturais e esgotando-os ao passo que polui e destrói, e movendo-se para consumir outros moribundos focos de recursos naturais, deixando para trás um lugar completamente inabitável e estéril. Aprenda: A Humanidade é um Câncer. Com comportamento Viral.

    ESTA é a humanidade que você está defendendo?

    Então, além de ser péssimo em conceitos de psicologia e presunçoso ao rotular pessoas sem as conhecer, você também é mentiroso, pois em seu texto, você disse que “não era hipócrita”.

    E para você não fazer mais um julgamento completamente errôneo como o anterior, de antemão lhe deixo claro que não considero as crianças de “mesma espécie”… Estas podem ser educadas e advertidas desde cedo, se houver um completo desmantelamento e reconstrução da educação dos dias de hoje, onde seu fútil Nietzsche felizmente não teria espaço.

    Seja bem vindo á realidade: Seu Nietzsche não lhe salvará do mundo de hoje. Quando você passear na rua (ou talvez até mesmo dentro de sua própria residencia), terá de fazer uso da violência para conter a violência. E por favor, não seja mais hipócrita ainda de dizer que não faria absolutamente nada se tivésse uma arma na mão enquanto escuta sua família sendo ameaçada/roubada/estuprada por um ou mais marginais armados que não notaram sua presença em outro cômodo.IMAGINE ESTA CENA, POR MAIS TORTURANTE QUE LHE SEJA. ESTE É O SENTIMENTO QUE QUERO QUE VOCÊ PERCEBA. (Se somente neste ponto você for verdadeiro consigo mesmo, realizará que o sentimento que sente está bem longe de egocentrismo.)

    Todos julgam.
    Eu julgo, tu julgas, ele julga.
    Mas quando fores julgar alguém, JULGUE CERTO. SÁIBA, CONHEÇA, TENHA BASES PARA TANTO.

    Agora, para a parte lógica:
    Tanto eu, autor da postagem em questão e nem o website Isso É Bizarro lhe conferiu autorização para publicar, copiar ou difundir parte ou totalidade das postagens neste último publicadas, bem como citações á autores ou material neste último contidas.

    Portanto, o que você fará agora, só depende de você. Apenas use de inteligência ao menos desta vez.

    😉

    • Hm, eu confesso que adoraria comentar tanto o que o Eduardo disse quanto o que o Felipe respondeu, mas, como eu não tenho opinião formada e a conversa com o Felipe ontem não deu em nada apenas lerei.

      Ah, e Felipe: Pelo direito de reprodução do Copyright você deverá tirar essa citação do texto, é pena.

    • Atentar-me-ei apenas a uma coisa:

      – o egocentrismo de que falas é diferente do egocentrismo que eu falo, para tal, peço-te que leia o meu “Ensaio do Egocentrismo”.

      E outra, não use de empatia aqui, esse tipo de argumento não é válido em conversas do tipo que eu quero ter aqui.

      E tudo bem, senhor Eduardo, eu mesmo coloco os vídeos (que eram o foco mesmo). Aliás, eu tirarei apenas os hiperlinks que direcionem ao IEB, mas a citação do que você falou eu não vou tirar, pois os direitos permitem que eu faça pequenas citações: “Do quote something you find interesting: the Copyright Act defines that short quotations for the purpose of criticism, commentary or news reporting are considered ‘fair use’. Notice that the quote should involve only a small portion of the work, and it should not replicate the ‘heart’ of the material.”

      • Você deveria atentar-se a muito mais coisas:

        Exemplo: Não falar de pessoas/assuntos/comportamentos/experiências sem antes conhecê-las de fato.

        Quanto ao tom “empático”, você mereceu.

        E quanto ao Copyright Act: Ele define Leis de direitos autorais APENAS NOS ESTADOS UNIDOS… E não no Brasil. Assim sendo, nem mesmo suas “citações” com o propósito de me denegrir ou reduzir-me a um estereótipo seriam válidas.

        Cidadões tem direito a salvaguardar sua imagem, para sua informação. Assim sendo, medidas judiciais seriam cabíveis aqui, mas para sua sorte eu não me estresso por tão pouco.

        Então, um 2° aviso, já que você ignorou o primeiro:

        Não menospreze as pessoas. Até para criticar algo ou alguém, devemos usar a iteligência.

        Deal With It. 🙂

      • Tudo bem, já tirei os hiperlinks que direcionavam ao teu blog.

        O teu nome foi totalmente retirado do post, assim como as citações foram mudadas. Peço desculpas pelo desentendimento. (mas só um aviso: você me acusa de te denegrir, mas você me denigre. Mas tudo bem, esqueçamos tal de vez)

    • Acho que o Sr Pacheco estava se referindo não sobre a sua pessoa, mas a humanidade em um contexto geral.
      Ele citou-o no “egocentrismo”, referindo que nós somos motivados por sentimentos de pura questão moral, devido ao que chamo de nosso empirismo egoísta, ou seja, baseado somente nas nossas próprias experiências. Mesmo o fato de apaixonar-se por uma causa ou virtude (que é uma questão cultural em suma maioria dos casos, portanto relativa), você só é assim devido à experiência própria, ou pelo que te foi transmitido culturalmente por outro (de certa forma, uma imposição se permite-me dizer).

      Aliás, o Sr Pacheco estava dizendo sobre que é injusto tanto ao animal que é queimado, quanto a um ser humano (por pior o crime que este tenha cometido), visto que o art. 5º da C.F. fala da inviolabilidade do direito à vida.

  2. Ótimo post, Felipe.

    Acho que com essas palavras podemos entender não só o caso específico do gatinho pegando fogo, mas também muitos outros atos ‘heróicos’ de alguns pseudo-altruístas.

    Uma coisa que sempre deixei clara é o fato de eu não me importar com quem está passando fome na África – e por isso já fui quase apedrejado. Já vi tanta gente chorando ao ver fotos de uma criancinha morrer de fome e ser comida por um urubuzinho, mas prefiro dizer a verdade. Não almoço pensando na criancinha, não acordo pensando na criancinha. Se eu pudesse ajudar, ajudaria! Mas não terei a audácia de xingar o mundo, como se eu fosse um vaso de porcelana intocável merecedor do perdão de algum Deus.

    Gostaria de comentar mais, mas preciso dormir.

    • Obrigado, meu caro Vitor. Vejo que este é um assunto um tanto quanto polêmico, mexe com a honra, moral e ética de muitas pessoas, o que acaba consequenciando uma série de ataques e reprovações contra mim. Este será, com certeza, um assunto bastante abarcado por mim quando começar minha iniciação científica com meu bom professor de Teoria Literária, Ricardo Pinto, visto que ela – minha teoria – tem toda uma base filosófica, psicológica, moral e, por que não, literária.

      As vezes, a sinceridade, a austeridade na relação hipocrisia x mau-julgamento social, é muito difícil de ser aceita tanto pelo eu quanto pela sociedade que o cerca. Vejo isso como uma forma de superação do homem, uma forma de superação do homem reativo.

      Isso ainda amadurecerá bastante e renderá muitas outras boas discussões. Obrigado a todos que postaram e que postarão no artigo, seja para concordar e ressaltar algo, seja para me xingar e falar que Nietzsche é lixo.

  3. Cito aquele simples provérbio ou dito popular que serve aos egocêntricos humanos e que tão pouco se importam com o sentimento alheio:

    “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”.

    • Concordo em parte, uma vez que tal argumento usa um pouco de empatia que é algo que eu procuro evitar nas minhas discussões, por ser um argumento inválido, na minha opinião.

      Daí que vem Nietzsche para preconizar a afirmação da vida em toda a sua plenitude: seja na dor, na alegria, na tristeza, na felicidade etc.

      Tudo o que faço é mostrar que a hipocrisia moralística é algo que deve ser parado: ou você te sente mal por todos, ou você te sente mal por nada, tendo o drama da vida como algo normal (na minha opinião, uma forma de superação do homem, ambos os caminhos).

      • Todo este seu último comentário SÓ O DESMENTE em suas falsas afirmações:

        Você disse “não tolerar empatia”, mas criar um texto tortuoso e sem fundamento algum onde da a entender que eu seria um “moralista hipócrita” não só o desmente em suas falsas afirmações de “não querer ofender”, como também dá o belo exemplo de empatia que você veementemente diz ser contra.

        Como se não bastasse, seu pseudo-intelectualismo fajuto ainda semeia esta idéia, pois se assim não fosse, você não teria comentários do gênero:

        “…não só o caso específico do gatinho pegando fogo, mas também muitos outros atos ‘heróicos’ de alguns pseudo-altruístas.”

        Até agora a brincadeira está indo bem, mas estou ficando meio farto de ter que “ownar” você pela sua própria ignorância. Não acha que já chega?

        Ou será que o seu objetivo é travar um flammer war que você já sabe que perderá, mas decerto pensa que elevarei isto como importante a ponto de mostrar o quanto você está errado ao postar tudo isto no Isso É Bizarro, com o simples propósito de gerar mais trackbacks e visitas para o seu quase que inexistente blogzinho?

        News Flash: Ain´t Gonna Happen.

        Se você quer crescer, cresça pelo seu próprio esforço, com inteligência. “Falar difícil” não denota inteligência. Apenas significa que você conhece muitos sinônimos, mas frequentemente você mesmo se desmente, deixando mais que explícito o quanto seu texto não possui fundamento algum.

        E uma novidade pra você: Eu NÃO SOU “ALTRUÍSTA”. Vou continuar descendo a lenha tanto física quanto moralmente em vagabundos, marginais, abusadores de crianças e de animais e pseudo-intelectuais que acham que sua visão altista tem alguma explicação para o mundo de hoje, baseados em idéias cretinas de antigos “pensadores” que em nada colaboraram para mudar alguma coisa nos dias de hoje.
        (Sim, a sociedade como um todo é prova mais que viva do fracasso dos supra-citados.)

        E sim, continuarei mandando os “direitos humanos” para o inferno.

        Não sou um “poço de moral”. Nem desejo ser. A “sociedade” não merece que eu seja. (Aliás, o sistema como um todo é baseado em pessoas “não-morais”).

        Porem, julga e executa quem pode. Não “quem quer”.

        Na delegacia, geralmente no plantão noturno, tínhamos um “dito” não popular: “Eu só me “mêto” com quem sei que dá pra se meter”.

        Portanto, SÁIBA antes de TENTAR confrontar alguém. Tenha BASES. Não menospreze, Esteja PREPARADO, pois só opinião pública manipulada por “flock behavior” não basta se todos eles estão errados juntamente com você.

        PS: Ainda estou vendo citações ao Isso É Bizarro no seu texto.

  4. Espanta-me o fato de se dizer que a psicologia – qual psicologia, uma vez que há tantos cortes epistemológicos no interior da própria psicologia (tenho eu que lembrar de um tal de Peter Pál Pelbart, professor no Departamento de Filosofia e do Núcleo de Estudos da Subjetividade da Pós-graduação em Psicolgia Clínica da USP, que tem um trabalho todo pautado em Nietzsche?)? – refutou 80% (nem preciso dizer que isso nada mais é do que um recurso retórico patético) das ideias de Nietzsche, já que se formos pensar em pensadores como Deleuze, Foucault, Agamben e Derrida, o pensamento nietzscheano continua bem vivo, caracterizando-se, como os próprios pensadores colocam, como a aurora de uma contra-cultura (uma oposição de peso à Marx e Freud).

    Quando Felipe coloca a questão da vontade de negação, vem-me à mente logo o primeiro capítulo do “Genealogia da Moral” (acerca dos conceitos de “bem” e de “mal”, do ponto de vista da sua gênese e do seu valor), e não consigo deixar de pensar na lógica da moralidade escrava, que consiste, precisamente – como coloca Nietzsche e mesmo Deleuze, leitor célebre de Nietzsche – em pôr na negação sua potência criativa. Eis, então, que toda moralidade escrava consiste numa negação daquilo que ela não é – “você é mal, você é pecaminoso, você é imoral…” -; já a moralidade aristocrática – afirmativa e alegre par excellence -, nasce de um triunfante sim a si mesma – “nós, os bons, os nobres, os superiores” -, ou seja, ela encontra em si mesma a sua “raison d’etre“.

    Mas, voltando à questão do Nietzsche refutado. Ora, é óbvio que trata-se, precisamente, de um comentário infeliz e de uma argumentação rasa, provavelmente oriunda de um sentimento de cólera que, por sua vez, encontra a sua gênese no ressentimento da moralidade escrava. Eu, como estudante de filosofia, e como alguém que convive com pós-doutores em temas que são atravessados por Nietzsche (é bem verdade que Nietzsche servirá como paradigma para se pensar a pós-modernidade), posso dizer, com segurança, que essa crítica colérica ao texto do Felipe nada mais é do que um latido feroz de um cão sarnento.

    • Sim sim, fruto do ressentimento, meu caro colega nitzscheano. Podemos perceber o ressentimento justamente no momento em que ele deseja a desconstrução daquilo que é contra seu ideal, ou seja, ele quer que meu post seja totalmente destruído, por assim dizer. Para isso, ele usará de ardis como o copyright e, de novo, a lei.

      Engraçado mencionar a moral do escravo, pois podemos perceber que no momento em que ele me acusa de algo, ele comete o erro que acusa: uma tentativa pífia de usar a empatia: “Está vendo como não é bom denegrir a honra alheia?”. Ressentimento puro.

      Mas eu já falei que em discussões do tipo que eu desejo levantar, a empatia não é uma opção e nem nada, ela precisa ser desconsiderada. É o mesmo tipo de dialética erística acerca do sol: você tem fé de que ele voltará amanhã?

      Mas creio que nada se pode fazer acerca de tais pessoas, as vezes o silêncio é um bom argumento por ser difícil de ser rebatido :3

  5. Costumo dizer que o riso desarma o idiota; eis que o silêncio serve-nos também para a mesma finalidade: desarmar o idiota que ousa confrontar-nos.

  6. Tudo que é direito, é moral, mas nem tudo que é moral, é direito.

    Eu sou um amante dos animais e da natureza assumido, e concordo em apenas uma coisa no texto do Eduardo: “A Humanidade é um Câncer. Com comportamento Viral.”, por isso eu sou um desses que se pegar um ateador de fogo em gatinhos, farei justiça com as próprias mãos.
    É um valor que agreguei à mim, tomei isso como uma verdade(não absoluta, mas uma verdade).
    É claro que não acho justo atear fogo em um mexicano que contrabandeava escravos latinos para os EUA(exemplo), nem acho certo apedrejar uma indivíduo muçulmano por ter traído o(a) parceiro(a) com quem não queria casar, mas na minha percepção de valores, acho a violência contra animais pior. Tenho isso em mente por n fatores. Alguns exemplos são que eles não fazem mal por querer, apenas agem por instinto, diferentemente dos humanos que raciocinam para agir. Outro exemplo é que, por este mesmo motivo de não pensar racionalmente, os animais eram, são e sempre serão mais frágeis e indefesos que nossa pífia(de novo, minha opinião sobre nós) raça.

    Resumindo, não acho certo a expressão “olha por olho, dente por dente.”, mas sou um hipócrita sim, pratico a mesma e tenho este pensamento, e se fosse para escolher entre um animal e um ser humano sofrendo, o animal estaria em uma enorme vantagem.

    —————-

    “A ovelha não deve se vingar do lobo,
    Pois o justo não anda no caminho dos tolos.
    Não adianta o oprimido virar opressor
    Inverter a sociedade não vai acabar com sua dor.”

    (Sim, sei que meus argumentos me contradizem e serei apedrejado por causa disso, mas eu penso de um jeito e ajo de outro. Não creio e nem quero mudar esse meu jeito.)

    • Não te vejo como um hipócrita, querido colega :3

      Digamos que tudo o que eu fiz neste post foi tentar achar a origem atrás das ações de Zatzethe para austeridade tamanha. Tal qual Zaratustra teve uma interpretação errônea por parte dos antissemitas, creio que o meu texto também está tendo um pouco de tal: não estou dizendo o que é certo e nem o que é errado.

      O que acontece é que o teu bem individual (proteger um gatinho, pois isso me irrita) fala mais alto que o teu bem moral (todo humano tem direito à vida), o que acaba ocasionando um impulso (tal qual é o medo).

      Apenas desejo o desejo de afirmação: ou você se mostra um ser de condolescência com tudo, ou você se mostra um ser de afirmação daquilo que é considerado um mal social (assassinatos, estupro etc.). Podem dizer que eu sou radicalista a vontade, mas prefiro isso do que ser hipócrita.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s