127 Horas – A vida real pode ser mais inacreditável do que a ficção

127 Horas é, sem dúvidas, um dos filmes baseados em fatos reais mais tensos que existe. Possibilita boas reflexões sobre a vida, como a vivemos, como tratamos as pessoas ao nosso redor e até mesmo sobre como realizar trilhas e demais esportes radicais.
Com duração de 93 minutos e com direção de Danny Boyle, o filme de gênero Drama surpreende a todos com suas cenas muito bem produzidas. É a história de uma aventura real não muito agradável, mas totalmente emocionante, do alpinista Aron Ralston (interpretado por James Franco), que em 26 de abril de 2003 decidiu escalar sozinho o Blue John Canyon, no Utah, sem avisar a ninguém aonde ia. Ele acaba por cair em uma fenda, onde uma rocha prende seu braço direito. Aron mantém o equilíbrio e a razão e não se deixa levar pela tensão.
A partir daí, percorrem-se mais de cinco dias (127 Horas) em que Aron tenta de todas as maneiras possíveis soltar o seu braço e não obtém sucesso. Para sobreviver economiza água (segundo os médicos, é incrível como ele conseguiu sobreviver por 5 dias tendo apenas cerca de 1L de água subdividido para cada dia, uma vez que o adequado é todo ser humano beber cerca de 2L/2,5L por dia), come suas lentes de contato, chega a beber sua própria urina e se enrola em cordas de alpinismo para se aquecer durante as frias noites pelas quais passa. Aaron agüentou muito tempo sem comer porque, em situações de adrenalina, o organismo produz glicose e a transforma em energia.
Durante todo esse tempo, Aaron pensa e reflete sobre suas atitudes para com os demais ao seu redor. Sua família, amigos, namorada (ou pelo menos, alguém que se mostrou apaixonada por ele, personagem interpretada por Clémence Poésy). Arrepende-se da ingratidão para com seus pais, consegue lembrar de momentos de modo tão intenso que chega a sentir as sensações vividas neles. Faz pensar como, realmente, apenas em momentos de vida ou morte o homem percebe o quanto tem, o quanto deve agradecer, e também a força que possui para lutar, acima de tudo, pela vida.
Sua câmera era a sua única companhia, excetuando-se os insetos e um abutre que sobrevoava o céu toda manhã, o qual ele observava. Através dela ele se apresentou, disse quem eram seus pais e da onde eles eram, e pediu que quem encontrasse sua câmera pelo menos entrasse em contato com seus pais (o que, felizmente, não foi necessário). A máquina também permitiu que sua luta fosse documentada, seu sofrimento e esperança.
Depois de muita angústia, cenas fortes, vêm as mais intensas e pesadas: Aron decide amputar o próprio braço. Tais cenas levam muitas pessoas a saírem do cinema por não suportarem o episódio sangrento e doloroso.  Com os tecidos já mortos, Aron utiliza-se de uma faca sem lâmina para fazer uma amputação que, na produção dura cerca de 5 minutos (muito bem caracterizados), mas na realidade durou horas. Depois disso, ele ainda conseguiu andar bastante e descer uma rocha de 20m até encontrar um casal de holandeses que o salvou. O helicóptero de socorro chegou seis horas depois da amputação. É incrível como ele conseguiu amputar o próprio braço sem desmaiar.
A obra encanta pela beleza dos Canyons (realmente dá vontade de conhecê-los), angustia pelas cenas fortes e dá uma lição em quem gosta de se aventurar sozinho e sem avisar a ninguém.
Aron concluiu que, desde antes dele nascer, desde quando aquela rocha chegou ali, talvez como um meteorito, ela o esperava. Concluiu que ele tinha que viver aquilo, que cada passo que ele deu em sua vida caminhou para aquele momento. Três anos depois ele conheceu aquela que viria a ser sua esposa. Continua escalando e fazendo suas trilhas, mas agora sempre avisa para onde vai. O filme foi baseado em sua autobiografia e é recomendado a todos que suportam fortes cenas.

2 thoughts on “127 Horas – A vida real pode ser mais inacreditável do que a ficção

  1. Já vi o filme, é muito bom!
    sem duvida a parte que ele decepa o próprio braço é a pior, mas vale a pena assistir!

    =)

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