Da Degenerescência do Feminino

Há muito que dizer acerca do desencantamento do que é feminino, de sua feiúra degradante e crescente. Mas aqui não haverá enumerações, e sim apontamentos de um fenômeno específico dessa perniciosa realidade: a fofoca, o gosto pelo falar à esmo acerca da vida alheia – sem conhecimento, que seja bem claro, e, o mais grave: deturpando, propositadamente, os fatos -, o que está, solutus ab omni re, ligado a um modo – inconsciente ou não – de negação de si, de sua própria vida; um desvio do seu próprio ser, porque quando não há o que se pensar sobre si mesmo, pensa-se sobre os outros, e aí, a mentira, a distorção, cabe como um atrativo, como um divertimento a mais, alguma coisa que se mistura a esse narcótico para torná-lo mais forte: mais desviante. É reprovável que hoje se tolere, e pior ainda, se incentive esse tipo de ato: as mulheres rebaixam-se a um nível tal que seu valor torna-se nulo. Outrora a fofoca era algo que dizia respeito às velhas, às ditas dondocas, mulheres religiosas que tornavam o centro de suas vidas – medíocres, pois eram religiosas – o julgamento precipitado e equivocado sobre os outros, vomitando, então, seus preconceitos morais. Hoje não: garotas de amotinam nos banheiros das escolas para falar das outras mulheres; dos homens (principalmente dos homens das outras mulheres); dos professores; da mãe dessa ou daquela garota; da vida desse ou daquele artista célebre etc.

Dir-se-á que há um excesso de moralidade em meu protesto, ora, é evidente que, num mundo onde uma certa imoralidade – vestida da mais superior moralidade – fétida reina – é preciso, principalmente quando jovem, ser imoral, estupidamente imoral -, me acusar de moralismo tacanho não é surpresa. Não se suporta reprovações de nenhum tipo, qualquer tentativa de se pensar os atos e pensamentos dos homens, é reprovada, categoricamente, pelo espírito tolerante e libertino de uma sociedade doente. As mulheres, principalmente, se manifestam de modo bestial, com suas frases feitas, nada originais e irrefletidas, conotando, tão-somente, seu grau extremo de imbecilidade. Por fim, cabe a constatação: a mulher tornou-se um animal doente. Vê-se, afinal, toda a nobreza da feminilidade esvaindo-se. Substitui-se essa nobreza pela vaidade baixa; pela tagarelice irrefletida e ignóbil; pela cegueira de uma estética malévola do corpo feminino que as domina e as esmaga.

Não é apenas no âmbito intelectual, que a mediocridade do tipo feminino se instala, no âmbito da ação vê-se o mesmo estado terminal de vilania: um certo modo de andar, de falar, de meneio da cabeça, de olhar, de rir e os gestos em geram; a degenerescência alastra-se não apenas pela consciência como também pelo corpo, de modo que se torna lícito falar de um estado fisiológico de malogro, para além da mera questão intelectual. Práticas e pensamentos igualmente mesquinhos se engendram no espírito da mulher, tornando-a então, essa aberração, esse crime contra sua nobreza. É preciso, afinal, insistir nessa idéia, é fato que há uma decadência do gosto, do estilo propriamente feminino de ser. A altivez fora substituída pela exigüidade das vaidadezinhas pequeno-burguesas; a excelência de uma mulher de valor (certamente não dos valores morais judaico-cristãos) pela baixeza de um tipo de mulher vulgar, que despreza a inteligência e idolatra as formas que, por mais bem definidas que sejam, são ocas; a beleza estética sublime por uma beleza suja, amesquinhadora, torpe. Por onde se passa vê-se esses mulheres, não para a nossa desgraça – dos homens que admiram mulheres de um tipo superior -, mas para a desgraça das próprias mulheres, pois, qual mulher de um tipo mais raro, mais nobre, não se viu confundida com esse tipo abaixo de seu nível?

8 thoughts on “Da Degenerescência do Feminino

  1. Tudo que eu queria era uma surda muda…tão dificil de arranjar !!!!!

    obrigado pelo comentario no meu blog…suas opinioes são importantes,volte sempre que puder

    notei que virou visitante em tempo integral !
    obrigado meu novo amigo de blogosfera !

  2. Nossa! Que relação afetuosa você tem com a escrita. O texto está bem acima, gramaticalmente falando, da maioria dos blogueiros que leio, geralmente. Se não veio pela experiência da escrita constante e do uso dela diariamente, só posso dizer que nasceu com o dom para as letras. Parabéns!

    Agora, com relação ao conteúdo: Eu acho sinceramente que você fechou muito bem um dos – inúmeros – casos de degradação da sociedade. Não que haja um parâmetro ou previsão com o qual comparar os passos da humanidade, vez que sempre tem altos e baixos, tão próximos um do outro, quando a questão é (i)moralidade. Mas que, de certa forma, abordar algo que passa tão batido aos nossos olhos com um senso crítico tão forte, faz-nos abrir um pouco os olhos para a realidade que está impregnando a nós. Não só mulheres, mas a todos.

    Parabéns pela postagem, era digna de estar num dos grandes Jornais brasileiros!

    Atenciosamente, Tadashi Katsuren.

    • Obrigado pelos elogios. Eu diria que no meu caso é um pouco de ambos. Eu sempre tive uma certo talento com a escrita – apenas não o exercitava -, mas só há alguns anos que venho escrevendo. Como eu leio muito sobre Filosofia e literatura, desenvolvi melhor esse meu talento (adormecido, digamos).

      Quanto a sua análise do texto. Sim, eu diria que há elementos mais sutis a serem apreendidos e estudados. A fofoca, por exemplo, é tão-somente um desses elementos (um sintoma, para falar nietzscheanamente) que constituem essa realidade que almejamos pôr em xeque. Fala-se muito sobre as mulheres, hoje, mas de uma maneira nada inteligente e nada profunda, seria preciso que se falasse do tipo feminino produto do nosso tempo.

    • Nunca se sabe, Felipe. O tópico “mulheres” tende a ser bem movimentado, a começar quando se trata de uma crítica à elas; e o que tem de mulher por aí que decide dar uma de advogado do diabo”… rs

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