Pensamentos aleatórios #47

Discursos sobre a liberdade e o respeito: Literatura

O que me inspirou a escrever e retomar o projeto dos Discursos foi, tenho certeza, um documentário sobre Alan Moore, um grande escritor de quadrinhos (eu diria que empatado com Neil Gailman), e neste documentário ele fala sobre o que aconteceu com a Arte e como esta foi reduzida a Entretenimento barato; de como um grimório era apenas um belo modo de falar sobre gramática, magia, mudar e manipular as pessoas e seus pensamentos.

“Não é o trabalho de um artista dar ao público o que o público quer. Se o público soubesse o que precisam, eles não seriam o público, seriam o Artista. O trabalho do Artista não é dar ao público o que Ele quer, mas o que ele precisa”

O que torna uma obra boa de ler? O que torna alguém interessante? Como escrever um Magnum Opus que agrade a todos?

O que te fez visitar esse blog mais de 4 mil vezes em nem 5 meses? Claramente não foi a beleza do avatar do Rico.

(Adicionem o Rico no Orkut, façam a namorada dele se morder de ódio!)

Eu imagino que um texto deva ser escrito assim como se faz uma escultura:

Primeiro se escolhe o material, depois se faz um abstrato do desenho e depois trabalha-se os detalhes.

O original Grego era de bronze, oco, sem aquele' pedaço de madeira' próximo da perna pra segurar a estátua; esta estátua é uma versão Romana.

Deve-se trabalhar não só a história para se obter algo que prenda o leitor, mas também deve-se tentar transmitir algo – de preferência um questionamento:

O que é um Múon? Qual a pior raça de cachorro, Lulus da Pomerânia ou Pugs? Será que a visão Nietszchezeana é verdadeira para um adepto da filosofia oriental/um deísta/ teísta?

Sem a pergunta (de preferência sem resposta) a obra nunca será relegada ao fundo do armário – Bella e Edward vão (graças a Deus) para o fundo do armário com o resto de sua trupe enquanto Machado, Eça, Poe e outros deixam algo a se pensar, algo para sentir quem sabe?

“All blossoms die in the light of our new culture
Find your belief in that which cannot be discovered
Countless lessons lie in every fever dream
A million voices asking, what does it all mean?”

[Alexisonfire]

One thought on “Pensamentos aleatórios #47

  1. É óbvio que conseguiste falar exatamente o que eu penso…eu, como um música, poeta e escritor, digo que quando a arte era pública (período barroco, moderno, clássico, romântico e para trás), a música era mais apreciada por um todo, e quando não era um todo, sempre havia uma razão melhor que: “ah, é banda colorida.”

    Junto à qualidade da música, foi-se a qualidade das mentes juvenis…sorte que há o Chaplin (site) para nos salvar ^^ -q

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