O normal #9

Diga-me, caro leitor…consegues ver o erro? Bem ali, no canto esquerdo…antes do “0”. Isso. “Deus seja louvado”

Eu já sabia disso u.u’


Vejamos a definição de um Estado laico:

laicismo é uma doutrina filosófica que defende e promove a separação do Estado das igrejas e comunidades religiosas, assim como a neutralidade do Estado em matéria religiosa.

Pois bem, meus caros…deus é invenção da igreja, e o que é o Estado é em relação à igreja? LAICO.

Óbvio que existe uma relação secreta (ou não) entre a igreja e o Estado, se assim não o fosse, quem sabe a lei a favor das células tronco fosse aceita? Ou então sobre o aborto!

O que quero dizer é que as pessoas de hoje estão tão cegas que não conseguem ver que “o diabo mora nos detalhes” (provérbio alemão :D).

Não estou querendo que o Estado seja ateu, apenas quero que ele seja independente da Igreja, e ser independente da igreja seria não ser nem contra nem a favor dela; mas o que está estampado em toda maldita cédula que pegamos prova o contrário.

Os normais simplesmente se habituam a isso, não se importam, ou sabem de sua existência mas deixam para lá.

Am I less man because I believe in a greater man?

Não, Khalil, você não é. Não estou espalhando uma mensagem ateísta, não estou propagando um satanismo aqui nem nada (cômico até), estou apenas mostrando o quão burras são as pessoas por não perceberem tal coisa, por não verem o quão a Igreja e o Estado são manipuladores.

Surpreendo-me ainda ao pensar que não existe nada que possamos fazer…reivindicar?

“Este é um movimento ateu e radical. Oremos por eles”

Talvez diria o papa.

Seria uma reivindicação falha, de fato. Afinal, a maioria dos normais se encontram em igrejas.

ps: por isso que em todas as minhas cédulas eu passo caneta Pilot nessa parte…faça parte, ou não.

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Trilha do dia:

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Citação do dia:

“Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:

Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando:

– “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”

Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou:

– “Êh um louco!”.

Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei:

– “Benditos, benditos ladrões que roubaram minhas máscaras!”

Assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança na minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.”

Gibran Khalil Gibran

14 thoughts on “O normal #9

  1. Se não fosse a maldita influência da igreja as pessoas seriam mais felizes. Mas não, a casa de Deus tem sempre que cair em cima de todos com conceitos preconceituosos, arcaicos, falso-moralistas e cruéis. Para piorar o Estado ainda é aliado com essa porra e fode todo mundo. Desculpa as palavras, mas é que este assunto me deixa irritado.

    • Eu, sinceramente, não te culpo, meu caro. Este é um assunto que assombra a muitos e, não sei como, conforta a muitos outros. E este tipo de coisa (dinheiro e religião), creio eu ser algo contra as doutrinas ensinadas. Creio que a única coisa que tem a ver com dinheiro e igreja, seja o dízimo, o que é um tanto quanto estranho.

    • Mister

      Sou ateu, não concordo com muitas atitudes e pensamentos da igreja, pois seu passado a condena.
      Vender pedaços do céu, dízimos, potes fechados e pedaços de madeira com a desculpa que era o ar que Jesus respirou e a cruz que Jesus foi sacrificado definitivamente não me agrada, por isso não sou um adepto da igreja.
      Mas tenho que concordar que a Religião em si tem um papel fundamental na sociedade.
      Faz lavagem cerebral? Na minha opinião, sim.
      Mas muitas vezes ela é o chão de famílias que, por algum motivo, perdem entes queridos, perdem moradia, objetos de valor sentimental ou financeiro.
      Ela tem o poder de erguer uma pessoa pela simples e ao mesmo tempo complexa fé.

  2. Apesar de eu ser luterano, nunca gostei da ideia do Estado ser influenciado pela Igreja, pois em muitos momentos a “lei de Deus” acaba sendo prejudicial para a humanidade( a história está aí para provar), atrasando certos avanços de suma importância para quem não é Todo-Poderoso como Jesus ou o Jim Carrey…
    Creio que as coisas mundanas e divinas possam sim caminhar juntas, só precisam caminhar do jeito certo!
    Mas está mais do que claro que a nota de um real é uma falha do nosso país. Uma falha que nunca mais deveria acontecer.
    Parabéns pelo post. Muito bem feito mesmo!

  3. Acho que se estivesse escrito ” A ifreja católica seja louvada”, aí sim seria uma orova de relação entre Estado e Igreja, mas Deus não, ele está acima de qualquér religião, e todos os povos do mundo tem um Deus em que acredita.

    • Primeiro de tudo…Deus não é criação do Estado, e sim da igreja, da religião…não me venha com esses papos de deus acima de tudo, porque ele não está acima de nada, porque sem os homens, não haveriam deuses. Deus é apenas uma criação de mentes férteis, idem para os deuses antropozoomórficos do egito; ou dos deuses, que tinham nome, da grécia. Deus = igreja = religião, e religião deveria estar desligada de Estado, em teoria.

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