Pensamentos aleatórios #44

“We are the fucking high society!”


Eu e Oscar Wilde tomamos chá das 5 nas mesas do castelo de Buckingham , Eu e Oscar Wilde filosofamos juntos, Eu e Oscar Wilde falamos sobre verdades

“If you want to tell people the truth, make them laugh, otherwise they’ll kill you.”

sobre o fashion

“Fashion is a form of ugliness so intolerable that we have to alter it every six months.”

Eu e Oscar Wilde criticamos as líderes de torcida, criticamos coloridos, criticamos os estudantes de harvard, criticamos Átila, o Huno:

“Para ser popular é indispensável ser medíocre.”

O que é ser famoso? Me diga você: Não tenho twitter para ser seguido.

Não sei definir o que é ser famoso porque não sou famoso mas se eu pudesse imaginar diria que o famoso é um cara triste:

Triste porque está cercado de pessoas querendo ir de carona no sucesso desta pessoa.

“EXTRA EXTRA! Não sei quem envolvida no escândalo do momento resolve fazer um pornô”

Diria também que o famoso é paranóico porque (se escapou aos interesseiros) tem que se proteger contra eles; uma história:

Meu irmão estudou há anos atrás com a namorada do vlogger PC Siqueira; quando ele foi falar que viu ela no vídeo dele a garota foi extremamente grossa com ele. A garota achava que ele queria ser apresentado pro namorado dela; Eu entendo a posição defensiva dela.

Qual o problema da High Society?

Todos(?) querem ser da High Society, todos querem prostitutas de 1000 reais a hora, banhos de blue label e festas na cobertura de arranha céus.

Todos(?) querem dinheiro, querem ser perseguidos, todos querem ser amados.

Por que eles querem ser amados/adorados?

Porque eles não suportam estar sozinhos mesmo no meio dos ‘outros’ (engraçado como nós somos os outros dos outros…), querem se sentir alguém quem sabe?

Sabe quando a janela do msn não pisca nunca?

Quando você (quem sabe isto está acontecendo com você agora, filhote) está cercado de pessoas, mas está na verdade encarando este texto, o msn e outros periféricos mais.

Quem sabe os aspirantes a famosos que a janela do msn pisque a cada segundo.

Eu e Tyler Durden sabemos que falaram que você seria alguém na vida, que você é importante!

Eu e Tyler Durden sabemos que nem todos nós podemos ser famosos e importantes!

Mentiram para você, filhote! Falaram que você poderia ter tudo na sua vida com esforço, mas quem conhece alguém famoso ou quem é famoso pode ver que eles não tem mais nada; conheci uma garota uma vez que demorava duas horas pra responder no msn, porque foi namorada de um garoto famosíssimo da internet.

Esta garota (e quem sabe todos os outros famosos) ganharam um fantasma de presente:

Ganharam muitos ‘melhores amigos para sempre’, muitos ‘amr’ , muitos inimigos e quem sabe perderam alguns amigos de verdade no processo.

Eu vejo aqui as pessoas mais fortes e inteligentes.
Vejo todo esse potencial desperdiçado.
A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas.
Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis.
Somos uma geração sem peso na história.
Sem propósito ou lugar.
Nós não temos uma Guerra Mundial.
Nós não temos uma Grande Depressão.
Nossa Guerra é a espiritual.
Nossa Depressão, são nossas vidas.
Fomos criados através da tv para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astros do rock.
Mas não somos.
Aos poucos tomamos consciência do fato.
E estamos muito, muito putos.

Você não é o seu emprego.
Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco.
Nem o carro que dirige.
Nem o que tem dentro da sua carteira.
Nem a porra do uniforme que veste.
Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção.

Nós não somos especiais.
Nós não somos uma beleza única.
Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo.”

Quando lembro de Tyler e Wilde me lembro de um ditado Norueguês que diz o seguinte:

“Você não é melhor nem pior do que ninguém, lembre-se disso”

Quem sabe nossa ânsia por sermos famosos é coisa plantada na nossa cabeça, quem sabe somos todos pilhas de Carbono que tem um tempo X de ‘vida’; então por que não fazer algo mais interessante com nossas vidas do que achar que o nosso carbono é mais importante que o dos outros?

Será tão importante ter uma vida gloriosa?

P.S.:

“MAIS EU QUERIA VER VOCÊ FALANDO DAS  DIFERENÇAS DA FILOSOFIA ORIENTAL E OCIDENTAL!”

Ok.

Se você perguntar para um Ocidental quem ele é ele dirá seu nome, dirá sua idade, e dirá sua profissão; depois irá te falar dos filhos, da casa, etc…

Se você perguntar para um Oriental (considerando que ele tenha sido influenciado pela filosofia oriental apenas) ele te contará a história dos seus antepassados para ai sim falar quem ele é, SE ele falar de quem ele é.

Mas Eu e Tyler Durden sabemos que nem todos nós podemos ser famosos e importantes

9 thoughts on “Pensamentos aleatórios #44

  1. Amo Oscar Wilde. E po, essa primeira frase é um grande fato. Por exemplo: um dos meus três professores de matemática tem o apelido de Bam Bam, ele é muito engraçado, não existe aula dele sem risada. Mas quando eu parei para analizá-lo, ele é uma das pessoas que mais criticava a sala! Mas porque é que ninguém reclamava dele? Simples, porque ele fazia isso com o poder de sua comicidade. Ele falava com um tom, que entoava o riso. Falava coisas como por exemplo: “Pô, pessoal, vocês sabem qual o melhor jeito de se passar num vestibular? É um segredo: estudando”, mas as caras que ele faz, e o jeito que ele fala, leva os tolos a não se atingirem muito pela crítica em si. Isso, pra mim, soa como uma prova de que (talvez) o cérebro não é capaz de fazer duas coisas ao mesmo tempo.

  2. Gostei do seu post, fala de um assunto que muitas vezes não é muito aprofundado. O mundo é rodeado de diferenças e pensamentos e em muitos casos ninguém liga para opiniões concretas e cultas.

    Achei realmente interessante seu post, parabéns 🙂

    • Não entendi, como todos são rodeados de pensamentos e diferenças mas não liga pra opiniões concretas e cultas?
      O que tu quis dizer foi que a maioria das pessoas é cercada de opiniões diferentes mas só liga para si?

  3. Adoro Oscar Wilde!
    Gostaria de ler mais coisas dele além de citações e páginas rápidas em livrarias. Seria uma leitura que me entregaria de corpo e alma e por isso talvez exista o medo de não me identificar tanto quanto me identifico por enquanto.

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