Magma Series: II

A Quietude

Quando se fala na quietude, algumas pessoas associam ao ócio. Não é um pensamento certo, mas, não deixa de ser um pensamento errado.

Soa paradoxal, porém, falo de mais uma vez: o magma.

A quietude, o silêncio ou calmaria remete à uma situação muito diferente do ócio usual, aquele que lemos tanto por aí… pessoas reclamando do tédio e o quão ruim a vida é, simplesmente por isto.

Na quietude, encontrei as respostas mais importantes para momentos de minha vida, pois, na quietude não procurei a fuga do ócio, tampouco a sabedoria dos livros. Na quietude procurei ouvir o que realmente nos falamos por dentre suspiros, que tornam-se audíveis e tangíveis na quietude.

Na real quietude, a qual me pus nos momentos que realmente procurei respostas, me vi por instantes, segundos, minutos ou eras, feliz e sereno nos pensamentos.

Como exemplo plausível dou a música. A música não é nada mais do que a organização do silêncio e não há nada tão delicioso como fazê-lo. O ócio que as pessoas encontram na quietude do dia-a-dia não passa de uma farsa. A real quietude se encontra por si mesmo, na mais profunda vontade de conhecer.

– Soa intangível.

Pode soar, mas, não pense que encontrarás a quietude em teu quarto, pois não é bem assim.

O ócio é organização instintiva do silêncio, da quietude. Já a organização do ócio torna-se um problema.

A quietude é o ID, o último chakra, o fundo do baú, o último minuto da sinfonia, a última sentença do livro ou simplesmente o ingênuo: “soa intangível”.

Deixo aqui, algumas palavras, palavras de quem conheceu o ócio, a quietude e os organizou.

No teu ócio encontrarás o que é consequência: a quietude, pois é ela, a única consequência de uma consequência.

Tome um tempo para pensar na vida, mesmo que não vejas um problema. Pegue sua bicicleta, carro ou pés. Use-os, vá até seu local de preferência, sente à frente da natureza, do que é belo, do que não é manufaturado, daquilo que lhe faça bem e esqueça mais uma vez teus medos.

Busque o magma, pois, nele encontrarás um suspiro limpo, livrarás teu peito – esquerdo ou direito – de qualquer insignificante preocupação.

Não se esqueça, o magma é puro e não pensa. Vem sem avisar, como sonhos, brisas de verão, dedos à serem entrelaçados ou sabedoria da dor.

3 thoughts on “Magma Series: II

  1. Eu sou um cara mt barulhento, talvez por ser ainda mt jovem, mas é engraçado o quanto curto filmes mudos e tal, teve uma vez q botaram o tempos modernos pra minha turma assistir na sala, largou de ser mudo, pra barulhento de tanta gaitada q eu dava

    • Paranóico:
      Realmente, Tempos modernos é lindo demais.
      Não sei por que, mas o jeito que o Chaplin interpreta (a simplicidade dele, quem sabe?)deixa o filme MUITO engraçado!

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