Pensamentos aleatórios #40

Would You  Kindly read this?

Estava pensando em muitas coisas esses dias passados e comecei a pensar em muitas coisas que acabaram me levando a pensar em alguns dos meus professores: Um passou no ITA e largou o colégio para cuidar da filha e concluir a faculdade na Poli; outro passou em engenharia elétrica na poli e largou para fazer matemática; outro largou advocacia para fazer letras; outro prestou para letras, mas com a nota que tirou poderia ter entrado tranquilamente em medicina na USP.

E também estava comentando no começo do ano sobre o tal Professor do ITA com minha querida progenitora, que fez questão de chamar o homem de idiota; esse mesmo Professor é um homem muito certo – nunca ouvi ele falando um palavrão na sala de aula, esse mesmo homem tem uma filha que pede exercícios de matemática e que tem a sorte de ter um pai que produz eles e corrige!, um homem que parece moderado e pacífico, por que este homem seria um idiota?

Enfim, isso me fez pensar em escolhas e Escolhas me fizeram lembrar de algo que eu joguei há tempos atrás:

Bioshock fala de um cara que escapou de morrer num acidente de avião nos idos de 1960 e entra em uma cidade submersa conhecida como Rapture onde ocorre uma guerra civil com a população sofrendo mutações genéticas que eventualmente tiram sua sanidade – é ai que surgem Andrew Ryan e Frank Fontaine – Frank manipula Jack para tentar matar Ryan até o momento final onde Ryan conta a história de Jack e o obriga jack a o matar.

(Para quem ver o vídeo: “Would You  Kindly…” é a palavra chave para fazer Jack obedecer qualquer ordem)

Essa frase me deixou intrigado: ‘A Man chooses, A Slave obeys’ e eu pensei:

“Por que um homem deve ser depreciado por que ESCOLHE não fazer algo?”

Por que se eu escolho não fazer algo que eu conquistei instantâneamente eu sou rebaixado ao grupo de pessoas que nunca tentou?

Veja você, filhote: Você está lá, andando pelas ruas e aparece um outro filhote que você acha bonito(a), vocês trocam algumas palavras mas alguma desgraça acontece e você decide não consumar coisa alguma (por que ficou ofendido(a) com algo que o outro disse, etc…- racismo, por exemplo); depois de contar para seu amigo(a) do peito ele (a) diz para você que você foi um filhote muito burro de não ter consumado coisa alguma.

“Nossa, Isso já aconteceu comigo!”

É, acontece com todo o mundo a todo tempo, as pessoas hoje costumam dizer que quando você opta por não fazer você desiste – desistir é um termo bem tendencioso que faz parecer que você está extremamente cansado, desesperado e extremamente fraco mentalmente para encarar um desafio.

Por isso você desistiu, por que você é fraco.

Quem sabe, Eu diria, quem pode escolher está muito melhor do que quem não pode escolher – imagine a situação anterior:

Se você não pode escolher sua saída em casos desesperados é consumar o fato enquanto a saída de quem pode escolher é simplesmente se negar; quem manteve sua moral e seus princípios foi quem (irônicamente) é considerado fraco e quem teve seus princípios ofendidos e sua dignidade colocada em cheque é o forte por que fez algo.

Como diria Lenin:

“É preciso dar um passo para trás, para poder dar dois passos para frente”

Portanto se dar um passo para trás para ser você  mesmo pode ser considerado covardia então desejo ser o maior covarde da terra.

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