Sobre a música pop

Devo dizer que tive inspiração para tal post depois de ler o comentário da Liza.

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Fico as vezes parando para pensar sobre o caminho que quero trilhar em minha vida, sobre as várias faculdades que pretendo e vou fazer, sobre a faculdade que definirá o meu futuro como um ser e como homem a exercer tal prestígio: a faculdade de música.

É estranho pensar sobre a mesma…irei estudar, estudar e estudar várias partituras, vários livros e várias outras coisas…mas para quê? Para ser considerado menos que…

ou…

Tudo bem, Michael Jackson é pop…mas Michael não tinha o interesse apenas em fazer música para vender, mas sim música com significado e que fosse além de uma música que falasse o quanto você ama a  menininha maneira da sua escola.

Dia 21 desse mês morreu um homem importante para a música erudita brasileira, um homem o qual me fazia (e faz) sentir um certo orgulho de ainda ser brasileiro. Seu nome é José Antônio Almeida Prado.

Ex-professor de música da UNICAMP, um dos mais prolíficos (se não o mais) compositores que o Brasil já teve. Tinha um toque dessa contemporaneidade erudita (estranha a meu ver) com a beleza da música do passado.

José quem?

EXATO!

Se a “banda” Restart ou a “pessoa” Fiuk morressem hoje, ia dar notícia no Jornal Nacional, ia passar em tudo quanto meio de comunicação da tragédia que foi perder um dos maiores ícones da música brasileira. WTF?!?!

A minha sorte é que eu não estou aqui (nessa merda de Terra) para ser famoso, não estou aqui para agradar a grande massa que me envolve…se eu conseguir me agradar, talvez eu já morra feliz (egocentrismo? talvez). Mas ao mesmo tempo isso é uma grande mentira, já que toda a minha música circula em volta de um dito de Yasunori Mitsuda (o deus):

“Eu acho que [música de jogo] é algo que deve durar com o jogador. É interessante, porque ela não pode ser apenas uma música aleatória, mas algo que possa fazer o seu caminho para o coração do jogador. Nesse sentido, isso não se aplica apenas à música do jogo, mas eu sinto muito fortemente que ao compor essas músicas elas deixarão uma impressão duradoura … o que não se deve esquecer é que deve ser divertido para quem está ouvindo. Eu não acho que há muito mais do que isso, para ser honesto. Eu não faço nada muito ousado, então enquanto os ouvintes gostarem, ou sentirem que é uma canção realmente grande, então meu trabalho está feito.”

Então, como hão de perceber, minha música gira em torno de o público gostar ou não de tal. Mas, afinal, não poderia ser diferente. Eu quero me tornar um bom compositor de trilhas sonoras, e para tal, eu terei que lidar com chefes que dirão se tal música se encaixa ou não com tal situação. Mas há um porém…eu sou muito vaidoso 😄 Penso que se eu (que ouço, sem exagero, centenas de vezes cada música minha antes de disponibilizá-la) gosto da música, presumirei que as pessoas também o farão, mas como nada é perfeito, com críticas.

Mas agora voltando que eu perdi o fio da meada.  Tenho sorte também, creio eu, de saber que bons músicos só são reconhecidos depois de mortos, e muitas vezes depois de putrefeitos.

Tal reflexão, meio que, me leva à resposta de minha pergunta: “pra que estudar música?”. Creio que a resposta está na frase de meu grande amigo e professor Girotto (o próprio moderador da TDA):

“Eu quero aprender todas as regras, para então saber como quebrá-las”

Ou seja, eu quero estudar música, para aprender como remodelá-la ao meu eu. Eu já admiti a música como a minha consciência já há tempo, agora preciso transformá-la em meu eu, e tal dá-se apenas através de estudos e, principalmente, pela emoção.

Trilha do dia:

7 thoughts on “Sobre a música pop

    • Já ouvi Oficina G3. Odeio música cristã/religiosa de qualquer gênero, principalmente as brasileiras (exceto é claro as grandes óperas/peças de compositores mestres, a exemplo de Bach).

  1. “José quem?”
    Sintetizou bem.
    ‘José quem’ é ‘José quem’ por que não trabalha pra EMI ou para a Sony music.

  2. é…pena q ficar indignado nao adianta e quando gritamos ou ninguem escuta pq tem mais uns mil gritando junto idiotices ou nos chamam de malucos….

  3. Pingback: Дзень 12 да 30 « Era uma vez Chaplin…

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