Pensamentos aleatórios #31

Sei que deveria continuar meus discursos, mas hoje quero aproveitar meu auto exílio para falar sobre coisas supérfluas.

‘Poor little thin man still swinging his axe,
Even though his joints are clogged with rust

My youth is slipping, my youth is slipping away
Safe in monotony, (so safe), day after day’

– Alexisonfire

E o ‘incrível’ tema de hoje é:

Por que odeio a ‘cena’ alternativa/indie Brasileira

Para mim Moda e Estilo sempre foram temas desinteressantes, um dia conheci uma garota que estudou com meu irmão que fazia moda na USP (a garota fazia moda na USP) que tirou várias duvidas minhas sobre aqueles estranhos vestidos; dizia que serviam para exibir determinada tendência; o que ditaria as novas ‘regras do jogo’ até o próximo desfile. Nunca mais falei com essa menina.

Cresci no meio do BOOM emo, mas naquele tempo não tinha interesse em nada disso, queria mesmo é ouvir metal e hard rock até cansar; meu vestuário consistia em uma camiseta do massacration (que acabou virando pano de chão) [Se massacration é metal ou não isso não vem ao caso – é questionável até a posição de ‘banda de trash metal’] e uma outra camiseta do guns n’ roses – meu corte de cabelo hype era um cogumelo e meu único tênis era um allstar encardido (hábito que ainda cultivo, depois de 4 anos).

Mesmo no meio desse boom, eu não me divertia com as músicas da moda, não buscava naquele tempo músicas com o mínimo de conteúdo ou beleza mas ainda sim, por divergências sobre o que é ‘bom de ouvir e de me vestir’  e o meu (graças a Deus já banido) comportamento homofóbico me manteve blindado ao avanço do xadrez, dos apelidos ridículos e da chapinha.

Tempos depois eu conheceria o futuro do povo da minha idade:

Eles cresceram e poucos continuaram emos, muitos mudaram para o Estilo alternativo (que eu não tenho idéia do que seja ser alternativo), Indie (que pra mim é uma variante do alternativo [Alternativa ao alternativo?]), From Ghetto, From Uk (******) e hoje em dia o estilo colorido – sabe-se lá o que mais existe hoje ou o que vai existir amanhã.

Por que odeio o estilo alternativo/indie de hoje?

Por que o estilo alternativo/indie, que em teoria deveria ser uma busca pelo individual acabou se tornando uma massificação –

‘Indie deve gostar de cinema iraniano, ser esnobe, fuma e usa blaser.

Alternativo tem cabelo azul, piercings, tatuagens; gosta de BMTH e de cobrastarship’

Hoje devemos nos definir, por que quem não se define é…é…nada!

😀

É perigoso se definir como algo, as coisas flutuam na mente e mudam numa velocidade vertiginosa; não somos os mesmos que ontem – No cursinho, por exemplo, Eu sou conhecido como Serginho (sim, por causa do Sr. Orgastic).

“Ai, mas você tem a ver com ele — né?!!?!!”

Então, não tenho nada a ver com esse cara; tenho alargadores e piercings no lábio. Não tenho piercing no bridge (logo acima do nariz); sou heterossexual, não tenho fotologs, não sou famoso e não quero ser famoso.

Por que essa massificação? Da necessidade de definir outro ser humano e padroniza-lo; quem cruza comigo na rua não acredita que eu gosto de jazz/blues ou música clássica, não acredita que eu leio vorázmente e que quero ser médico (e que gabaritei duas provas trimestrais de matemática no ultimo ano do ensino médio, matéria que eu mais odeio [leia-se, não entendo] — Sem convencimento algum na minha fala, saiba disso).

“NOSSA, MAS COM PIERCINGS?!”

Calma, eu tiro eles no expediente.

Esse é o problema da sociedade: Eu sou gado marcado nesse mundo de meu deus – meu futuro é ser tatuador, historiador, sociólogo,ter uma banda que faz cover da banda da moda. Não posso ser outra coisa sem espanto geral, sem o olhar de reprovação dos meus iguais – minha professora e meu irmão, quando ouviram que eu queria ser médico, disseram que eu deveria desistir; que meu lugar era na área de humanas, na sociologia.

Do outro lado vemos os Mestres da moda: Marimoon e a “Lindsay Woods” são os únicos exemplos que eu conheço de pessoas “na moda”:

Aclamadas com comunidades, fãs puxassaco, mil e quinhentos perfis no orkut; a tendência natural seria de cada uma buscar, a sua maneira, um estilo próprio, um site hater lançou essa foto da ‘Lindsay Woods’ (que na verdade se chama Kelly)que infelizmente mostra que parte do estilo dessas pessoas se mantém ainda da cópia da tendência dos rolemodels do exterior:

Não estou aqui para julgar se ela é ou não uma diva, se ela é ou não legal ou se ela é ou não bonita, estou aqui para falar; ela disse que se baseava nas modelos polonesas. Eu não vejo problema, mas segundo outras fotos (que não cabem aqui, procure o nome dela no google e veja os ataques a ela) mostram que ela continua copiando outras garotas daqui e de fora.

******: Não, estes asteriscos não estavam lá em cima de enfeite ou por causa de uma dose a mais de LSD – o estilo From UK é “inspirado” no estilo Scene do reino unido principalmente.

Grandes filósofos, cientistas, médicos que também tiveram uma boa dose de fama e de seguidores se tornaram famosos ou por fazer uma grande burrada ou por inovar – seus maiores seguidores fizeram a mesma coisa.

Freud inovou e teve um pupilo: Jung, Jung bateu de frente com o velho e fundou sua própria escola.

Sócrates inovou e teve um pupilo: Platão, Sócrates foi assassinado (auto suicídio, foi o que disseram – aliás, atente para algo: Sócrates NÃO era Ateu; a acusação era só para criar motivo para assassinar o bom velhinho, detesto vídeos no youtube que tentam provar que os Ateus são os master fucking cientistas e os Deistas são criaturas ignorantes. Cientistas que revolucionaram o mundo tcom suas teses também foram Deistas – Godël, Godël, para provar que Deus existe precisamos de uma prova de sua existência!) e Platão resolveu discordar de seu velho mestre.

O que claramente  não acontece na moda  hoje: Um inova e todos os outros copiam – entenda por copiar, imitar e não ser influenciado por alguém.

Não, não quero falar de tatuagens, não, não vou falar de escolher tatuagens em catálogos, de estrelinhas no ombro, nem da minha paixão pelos desenhos old school da Maria Fernanda Brum – que inclusive foram inpirados nos desenhos do Sailor Jerry.

Fernanda Maria Brum

Muito bonita Ela, inclusive.

Se você não conhece o Sailor Jerry feche essa aba agora!

Sailor Jerry, o anti cristo ele mesmo.Sailor Jerry:

O marinheiro anticristo e ‘pai’ da tatuagem oldschool – VAMOS, TATUA A MALDITA ESTRELA NO OMBRO;AONDE ESTÁ O SEU DEUS AGORA?

Enfim, acho que me desviei do objetivo inicial.

O problema da ‘cena’ brasileira, portanto, não é falta de potencial de criar, mas sim falta de vontade de inovar; de um monte de gente que se acha uma estrela inovadora mas  que convenientemente esquece que está copiando descaradamente alguém de fora ou de daqui mesmo.

Filhote, se deseja fazer uma mudança e ser famoso(a) comece primeiro mudando seu modo de pensar e depois pense na moda e no supérfluo.

2 thoughts on “Pensamentos aleatórios #31

  1. Eu deveria ter criticado o anticapitalismo da Marimoon, exportando seu estilo em sua loja para todos que acham que podem ser famosos e iguais a ela.
    Ou poderia criticar sua posição Trotiskista (é o que dizem), porém achei que não cabia naquele momento.

  2. Haheuaheuaheuaheuaheua vc é uma graça, pena q ta em extinçao neh mae? xDDD
    Muit linda ela, alias a pintura q ela ta fazendo ai na parede me lembrou do q eu to fazendo aq num quadro(nao é uma parede mas ele tb é grandinho xD) é um sofrimento pra pintar coisas assim cara… canso ate de pensar em fazer outro gande assim xDD

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