Aborto

Pensei em fazer algo levando em conta o segundo turno e esse tema tão polêmico, que está levando consigo vários agravantes como deus, direitos humanos (como dito aqui por Rico), etc.. Porém não farei desse post algo muito grande, apenas algo que mostre a minha opinião sobre algo que está para decidir quem será nosso presidente.

O aborto seria a interrupção da gravidez, através da remoção do embrião/feto do útero da mãe. O código penal brasileiro diz que é crime a prática do mesmo, a não ser que a mulher: tenha sido estuprada ou a vida dela esteja em risco por causa da gravidez. Não entrarei em detalhes sobre a questão da igreja e o aborto, visto que o Rico já o fez.

Dilma: a favor do aborto
Serra: contra a não ser pelas condições do código penal.

Não estou aqui para fazer campanha do Serra ou da Dilma, mas sim para mostrar minha visão sobre os dois, dentro desse assunto.

Dilma quer que o aborto seja livre, que seja algo que hospitais públicos possam fazer tranquilamente. Isso para mim é um erro dos grandes. Pensem comigo, hoje em dia há camisinhas e pílulas em hospitais públicos DE GRAÇA!! Se a pessoa não quer engravidar, é apenas uma questão de procurar um hospital público. E ainda tem mais! A pílula do dia seguinte, que é servido nos hospitais, não é mais aquela bomba de estrogênio que ferrava com a mulher, que a afetava hormonalmente. Não! Então se alguém não quer engravidar, simplesmente use camisinha e tome a pílula, com isso é praticamente 100% de chance da mulher não engravidar. Ou seja, se a mulher engravida contra sua própria vontade, não é por falta de prevenção, mas sim de vergonha na cara. E agora, vem a Dilma permitir que isso seja algo público? Como assim? Se a mulher fez a besteira, ela que se vire e vá para uma clínica de aborto, ela que use o dinheiro DELA para desfazer a merda que fez, e não o MEU dinheiro, e não o dinheiro de imposto que temos que pagar. Com esse dinheiro, vamos ajudar na construção de novos hospitais, de novas faculdades, de novas escolas públicas, de MELHORIA das escolas públicas! E não para bancar essas piranhas que não tiveram o trabalho de ir para um posto de saúde e pegar algo DE GRAÇA, porra! Ou então, caso a mulher não tenha seus 5 mil/6 mil reais para uma clínica, existem também outros métodos como o cabide, ou então uma velhinha de Niterói que já é profissional nisso (ela até tem a tesoura certa, a mesma usada nas clínicas). Lugar é o que não falta, mas não usem o meu dinheiro para consertar o que a mulher desprevenida fez. É exatamente isso, o que a Dilma quer fazer, entendeu?

A mulher do Serra, diz que a Dilma irá fazer uma política de “matar criancinhas”. Sem exageros, né? E sem comentários sobre tal comentário estúpido.

Serra por outro lado quer fazer uma política contra o aborto, a não ser em casos de estupro e/ou risco da vida da gestante. Não preciso nem falar que eu sou a favor dele nisso, né? Óbvio que é esse o cara das privatizações, que fez São Paulo uma merda, e etc.. Lembrando que, a globo diz que o Serra é contra o bolsa família né? Então, que tal nós começarmos a pesquisar um pouco as coisas antes de acreditarmos em tudo que vemos na TV? O bolsa família, como dito nos debates, foi algo criado por Serra no governo FHC. O bolsa família é apenas uma melhoria do bolsa alimentação de Serra, que Lula resolveu pegar para si e usar como uma idéia própria, algo genial.

Mas enfim, era isso o que eu queria retratar, minha indignação quanto às idéias de Dilma Rousseff, e talvez conscientizar nossos leitores em quem votar.

Trilha do dia:

Amo os trabalhos com flauta de Mozart *-*

22 thoughts on “Aborto

  1. Sabe o que é mais engraçado agora, Felipe? É que a Dilma voltou atrás. Ontem assisti a uma reportagem sobre uma reunião que houve entre a Dilma e a Liga Evangélica. Dilma asseverou aos líderes evangélicos que em seu mandato a lei acerca do aborto e da união homoafetiva não seriam alteradas. Ou seja, ela refez o seu discurso; se antes ela defendia que o aborto era uma questão de saúde pública (você pode encontrar na rede uma entrevista em que ela atesta isso) agora ela o considera reprovável, acompanhando o pensamento conservador dos religiosos. Ela percebeu que se permanecesse com sua defesa ao aborto, perderia eleitores e não ganharia as eleições, então, qual estratégia ela usou? Óbvio: deu para trás, fez o famoso jogo do “não é bem assim”, e acatou às palavras de ordem dos religiosos (fala-se até mesmo em uma carta anti-aborto da parte da Dilma). Para você ver como são as coisas em nosso país: a religião está mais forte do que nunca, e muito longe de estar distante das decisões políticas, as supõe na maior das vezes. Agora, se a ala conservadora da política nacional (apoiada pelos religiosos) diz “não”, o Estado acompanha a ordem e diz “não”. Engraçado que o PNDH-3 foi alterado em nome de dogmas religiosos, por pressão da Igreja. Cadê a laicidade? Uma ova!

  2. Pois é. Ah, e só um adendo: você criticava a idéia de introduzir na rede pública de saúde as práticas abortivas, por considerar que isso seria um meio de “desperdiçar” seu dinheiro retirado via impostos. Olha, isso poderia até fazer sentido se não fosse um fato fundamental: anualmente o Estado gasta cerca de 10 milhões de reais em atendimentos à mulheres que sofrem complicações em abortos clandestinos. Uma regulamentação pública das práticas abortivas tendem a diminuir esses gastos, ou seja, é a proibição e a criminalização do aborto que implica em gastos exacerbados e dinheiro de contribuintes jogado fora. Só para você ter uma idéia, o aborto é a 5ª causa de morte materna no país, e cerca de 13% do total de mulheres brasileiras entre 19 e 39 anos já fizeram aborto, isso gera gastos, pois é de responsabilidade do Estado garantir que essas mulheres sejam atendidas caso haja complicações.

    • Bom, antes de tudo, como eu falei no texto, preservativos e pílulas é o que não falta, DE GRAÇA. Um homem ou mulher que usa camisinha e a mulher que toma pílula, é praticamente 100% de chance de não engravidar. Se a mulher engravida é pela falta dos mesmos. Já basta o Estado gastar nosso dinheiro com isso, e ainda mais querer gastar com pessoas burras, que não possuem um mínimo de capacidade de ir num hospital público e pegar isso DE GRAÇA? Tem mais é que enfiar o cabide ou ir para uma clínica gastar o dinheiro DELA. Mulheres que foram estupradas, TEM PÍLULA DO DIA SEGUINTE DE GRAÇA!!!! Não entendo a complicação do povo em entender isso. É a ignorância delas/deles que faz com que o Brasil continue nisso.

  3. Sim, que seja, mas isso não altera o fato de que o seu dinheiro está sendo gasto do mesmo modo, sendo que com o aborto legalizado e tendo assistência pública para tal, tais gastos não ocorreriam. A questão é que não faz sentido dizer que a saúde pública estará gastando com abortos sendo que a própria criminalização deste gera gastos exorbitantes, gastos que não ocorreriam, amiúde, se políticas públicas de saúde em relação ao aborto fossem feitas. Fora que se o aborto é um direito da mulher, cabe ao Estado apresentar uma estrutura capaz de levar esse direito à cabo – não é mera questão de responsabilidade ou de uso supérfluo de dinheiro público, e sim de obrigação do Estado de garantir direitos. Eu prefiro que o aborto seja legalizado e as mulheres possam abortar em redes públicas, do que ter que conviver com um gasto de 10 milhões de reais que poderia ser evitdo. A política de proibição do aborto se mostra ineficaz e responsável por prejuízos, a legalização e regulamentação se mostra a melhor saída para se resolver o problema dos gastos e de outras coisas também.

    • É estranho pensar nisso, levando em conta governos de países desenvolvidos. Tenhamos como exemplo os EUA. Lá o Estado paga: vasectomia, DIU, laqueadura e qualquer outro tipo de prevenção, fora os preservativos e pílulas de graça nos postos de saúde, claro. No Brasil também é assim, beleza. Porém, lá o aborto é coisa de clínica! Não existe essa coisa de hospital público fazendo aborto, porque o dinheiro do Estado NÃO É PARA ISSO! Não é! O dinheiro do Estado é para coisas mais importantes, mais significativas para a população, não concordo que o meu dinheiro sirva para desfazer a merda que as “santas” fizeram! Existe clínica de aborto aonde você é MUITO bem recebido, sai de lá até com cafezinho na mão! Basta você ter 5 mil reais. Lógico, nem todo brasileiro tem condição para tal. E tipo, a maioria das mulheres morrem pela ausência da prática da curetagem, que PODE ser feito em qualquer hospital público! ISSO sim! É uma pena que poucos saibam disso, porque se soubessem, poucas “mães” morreriam. Porque muitas mulheres acham que aborto é só tirar o feto e pronto! Mas não, precisa ir uma ou mais vezes depois para a curetagem.
      Não concordo com esse tipo de coisa, e por isso sou a favor do Serra. Porém, é óbvio, que eu respeito a sua opinião ^^

  4. Pois é, mas no caso dos EUA, por exemplo, por que é que não há SUS? Por que lá, políticas de saúde públicia tais como as do Brasil são “coisa de comunista”. A ala conservadora da política americana já acusou o Obama de “comunista” por ter elogiado o SUS, só para você ter uma idéia – e outra, EUA não é Brasil, aqui a realidade é outra e devemos nos atentar para isso.

    De qualquer modo, ainda que se diga que há “n” métodos anti-concepcionais, abortos são feitos em clínicas clandestinas, e como você bem salientou, nem todos tem poder econômico para se pagar uma clínica, daí a necessidade de o Estado cuidar para que pessoas pobres ou sem condiões possam ser atendidas e bancadas pelo Estado – aborto também é uma opção para quem deseja evitar uma gravidez indesejada, e não tendo nada que inviabilize o aborto enquanto alternativa, tal como anti-concepcionais e afins.

    Reitero que o que gera gastos não é o Estado promover políticas de saúde pública e sim negligenciar (o que já vem acontecendo, pois os números não mentem) que o aborto é uma questão importante. Dar às mulheres condições para que ele (aborto) seja feito não só é importante devido o que os grupos feministas defendem (e olha que eu não sou fã de feministas) como também fará com que os gastos em relação ao aborto seja diminuido consideravelmente. Enfim, não faz sentido reclamar de gastos com aborto quando já se gasta, com a sua criminalizção, mais do que o suficiente. Não sou a favor do Serra, e eu seria um dos primeiros a pressionar o Estado para que o aborto seja questão do Estado, e não, tão-somente, de clínicas particulares. Isso sim diminui gastos supérfluos.

    E só mais um adendo: métodos contracepcionais não são 100% eficazes; nem a camisinha é, posto que ela pode, por exemplo, estourar (e estoura mesmo).

    • Bom, camisinha não é eficaz mesmo, óbvio, mas ela acrescida de pílula do dia seguinte (que não é mais aquela bomba de estrogênio como era antes) é sim! praticamente 100%.

      Isso é uma discussão filosófica, e apesar dos pontos de vistas serem tão diferentes, no final das contas, caímos num ponto em comum: a política de saúde pública no Brasil. De qualquer forma, o SUS na sua essência realmente é um modelo bem humano, porém, na prática não é bem o que vemos. E de qualquer forma, sendo o aborto a resposta para a diminuição da mortalidade feminina quem garante que como todos os outros direitos que o cidadão tem garantido pela constituição não seria esse mais uma forma de desvio de verbas federais? Nem quero entrar nesse mérito, mas de qualquer forma, ainda mantenho minha postura com relação ao aborto e respeito o seu ponto de vista, que por sinal foi muito bem defendido, coisa que já não me surpreende vindo de você 😄 De qualquer forma, que fique esse tópico aqui como reflexão para ambos e para os que virão a ler. Dois pontos de vista diferentes que na realidade defendem a mesma causa ^^

  5. Gostei da nossa conversação. Você tem postura diante de pensamentos divergentes. É bom que a conversação fique aí, para a reflexão. Eu não vou botar mais lenha por que se não isso aqui vira um livro virtual… hahahaha

  6. Caro colega,
    Na verdade, fica claro sua indignação com o estado em adotar uma política assistencialista… é dever do estado prestar um serviço social para todos, agora você como a maioria dos brasileiros só pensam no seu umbigo. Agora, fica claro que você diz pela imparcialidade, só que não é isso que escreve… chega de hipocrisia, de novelas da globo que tudo está a mil maravilhas.

    • Só penso em meu umbigo? Não seja tão vulgar, talvez-jovem Naldo. Talvez você diga isso porque és a favor do aborto, como o Rico. Eu não estou olhando apenas para o meu umbigo, muito pelo contrário, estou mostrando a minha indignação pelo fato de a Dilma ser uma hipócrita e que vai fuder com o Brasil. Ela foi sendo totalmente maquiavélica (não no sentido próprio da palavra). Não sou a favor do aborto porque qualquer mulher pode ir em qualquer posto e pegar sua camisinha, pílula, ora essa. Não concordo que meu dinheiro seja usado para pagar o pato, ou desfazer a merda que elas fizeram. E ainda por cima há os centros de aborto, mas quem tem dinheiro sobrando para um aborto? Afinal, são 5 mil reais.

      Sinceramente, não entendi o por quê de seu comentário…uma hora você diz que é dever do Estado cuidar de todos, e, do nada, fala que só olho para o meu umbigo?!

      E concordo contigo…chega de hipocrisia, chega de novelas da globo ^^

  7. Preste atenção, não sou vulgar em dizer que só está pensando no seu umbigo. Você que se perdeu no que escreveu. O estado brasileiro tem o dever de defender políticas públicas, tem o dever de assistir a população num todo. Se o aborto é praticado na sociedade como sabemos, porque não em oficializar? Quando você pergunta, quem tem dinheiro sobrando para fazer um aborto? aí que entra o dever social, agora, não entendo você em dizer que a Dilma vai “fuder” com o Brasil, sendo ela a candidata do presidente que saiu com mais de 80% de aceitação… Quando falo que o brasileiro só olha para seu umbigo, é em referência ao texto abaixo, tirado do texto inicial…

    “agora, vem a Dilma permitir que isso seja algo público? Como assim? Se a mulher fez a besteira, ela que se vire e vá para uma clínica de aborto, ela que use o dinheiro DELA para desfazer a merda que fez, e não o MEU dinheiro, e não o dinheiro de imposto que temos que pagar.”

    chega de hipocrisia!!!

    • Bom…os brasileiros não são os únicos a serem assim, o capitalismo é assim. Você ganha por aquilo que batalhou, se você é uma pessoa pobre, tudo bem, o governo tem que te ajudar, mas, por causa destas ajudas, as pessoas pobres estão se acomodando, não estão mais querendo mudar de situação, porque se mudarem, não vão mais ganhar benefício do governo. Esse é o governo de esmola que Lula fez, que a Dilma fará. A Dilma não é o Lula, Lula saiu com 80%, que seja, mas a Dilma não é o Lula, não vamos colocar tudo o que o Lula fez em cima dela; vamos colocar, no futuro, o que ela fez em cima dela. Apesar de serem do mesmo partido, não quer dizer que eles sejam 100% iguais. E se você chama isso de olhar para o meu próprio umbigo, então que seja isso, mas eu não sou a favor de usar os impostos para fins tão fúteis e que podem ser evitados de graça. Tudo bem que não é 100% seguro, mas se fosse usado, seria muito mais diminuído.

      • “Você ganha por aquilo que batalhou”
        Ganha mesmo?
        Quantos jovens hoje em dia tão fazendo administração pra cuidar dos negócios dos pais?
        Quantos trabalharam a vida toda pra sustentar um patrão que nunca nem olhou pra cara deles a troco de um salário mínimo?

  8. A família de minha mãe saiu de um barraco de pau a pique. Minha vó teve 7 filhos. Um deles, hoje é formado em biologia, tem 3 PhD’s feitos na França, tem mestrado em Geografia. Minha mãe, está terminou a segunda pós graduação dela, ela é fisioterapêuta. Muitos dos meus outros tios são donos de farmácia.

    Não sei…mas há várias histórias como essa. Se você é esforçado e trabalha para atingir uma meta (uma das fórmulas para atingir a felicidade, segunda a frase do novo post do Rico), então você consegue. Óbvio que meu tio com 3 PhD’s, passou muita fome…mas afinal, não há vitória sem sacrifício. ^^

    • Ah sim, e minha mãe ainda fez psicologia, só ficou faltando-a o último ano. Mas ela sempre me disse: “Minhas escolhas? Era se eu comia ou pagava a faculdade”. Acho que isso resume bastante.

  9. “agora, vem a Dilma permitir que isso seja algo público? Como assim? Se a mulher fez a besteira, ela que se vire e vá para uma clínica de aborto, ela que use o dinheiro DELA para desfazer a merda que fez, e não o MEU dinheiro, e não o dinheiro de imposto que temos que pagar.”

    Eu nem preciso dizer que esse argumento é falacioso, preciso? Você, Felipe, reclama que a assistência ao método abortivo por parte do Estado faria com que você tivesse seu dinheiro gasto com algo supérfluo, ora, mas o seu dinheiro já está – e exacerbadamente – sendo gasto em algo supérfluo (segundo a sua perspectiva): cerca de 10 miilhões de reais são gastos, anualmente, pelo SUS, para se tratar de mulheres que sofreram complicações em abortos clandestinos, quando o aborto, se fosse legalizado, deminuiria consideravelmente esses números.

    O que faz com que você perca o SEU dinheiro é manter essa política proibicionista, gerando gastos exacerbados em assistência, essa sim, verdadeiramente fútil, porque se o Estado custeasse legalmente o aborto os gastos seriam menores. Você não pode reclamar de o Estado estar gastando o seu dinheiro com a legalização do aborto quando a sua criminalização é que faz isso – DESNECESSARIAMENTE.

    Ainda haja toda uma gama de métodos contraceptivos, as coisas não são tão simples, e ninguém é obrigado a usá-los. E se alguém quiser optar pelo aborto? Qual o problema? O aborto é um item importante dentro da questão da mulher na sociedade. Você pode falar isso – que é algo tolo, supérfluo, fútil -, mas para a mulher que carrega um animalzinho dentro da barriga por nove mezes, definitivamente, não é. E cabe sim, ao Estado, pensar a partir disso.

    Você parte de um preconceito risível: de que a única razão apra mulheres engravidarem e optarem pelo aborto é a falta de responsabilidade; é preciso que ela seja culpada e pague pela sua culpa – sempre a questão da culpa. A partir do momento que a morte por complicações em abortos clandestinos ocupa o 5º lugar de morte materna no país, o SEU dinheiro pouco importa, dado o impacto que esse fato causa na sociedade – o que, realmente, faz com que você perca o SEU dinheiro. Aborto é uma questão de saúde pública, e como tal, é obrigação do Estado intervir – goste você ou não.

    • Tudo bem então, mas ainda parto do pressuposto, se a mulher usasse preservativos, esta taxa diminuiria significativamente. Eu sei que o aborto é uma questão de saúde pública, óbvio isso, não? Mas acho que a partir do momento em que preservativos são dados de graça em vários postos de saúde, eu sinceramente não vejo desculpa para a mulher não usar. Tudo bem que os métodos não são 100% eficazes, são no máximo 98%, mas isso é somente a camisinha, existe ainda a pílula do dia seguinte. Por isso eu continuo com meu argumento: mulher que engravida, o faz ou porque quer, ou porque é burra e irresponsável. Tomara que a Dilma continue com seu pensamento graças aos evangélicos (malditos).

      E é estranho, Julian Assange foi acusa de estupro, na Suécia, pelo simples fato de ter transado com uma mulher sem camisinha. Seria legal se isso viesse para o Brasil…utópico, devo dizer XDDD

  10. Cara, antes de pensar em postar uma discussão desse tipo, você tinha que primeiro pesquisar sobre tal… países europeus desenvolvidos, prestam um excelente ” serviço de esmola” que se refere, tais como França, Bélgica, Dinamarca entre outros… agora é dever do estado prestar um serviço assistencialista sim! Para seu conhecimento, não dependo de nenhum desses benefícios, pago imposto de renda descontado no meu contra-cheque entre outros, MAIS SOU A FAVOR do estado presente na assistência dos menos favorecidos, até porque é para isso que servem os impostos, em referência ao capitalismo você está confundindo com CANIBALISMO… rsrsrssss

    • Sim sim…concordo mesmo! O “serviço de esmola” é de fato muito útil…mas a minha crítica não foi diretamente a este tipo de assistência, mas sim ao povo que é folgado. Por isso que, na minha opinião, nem dá pra comparar os países da Europa com o Brasil, no quesito povo. Povo brasileiro, em parte, é muito conformista…sei lá, talvez você tenha uma opinião diferente, mas eu acho que além do “serviço de esmola” devia haver um incentivo maior para acabar com o analfabetismo e aumentar a inserção no mercado de trabalho.

  11. “Por isso eu continuo com meu argumento: mulher que engravida, o faz ou porque quer, ou porque é burra e irresponsável.”

    Não, não são. Aí é que você se engana. Isso é preconceituoso, é uma lógica advinda da noção de liberdade do liberalismo: eu sou livre para fazer o que quiser, eu tenho consciência daquilo que faço, e minha responsabilidade é inalienável. Mas as coisas não são – nunca foram – bem assim, Há diversos fatores (socio-econômicos, culturais) que envolvem a questão da gravidez indesejada. E ainda que se tenha outros métodos, porque não obtar pelo aborto? A partir do momento que não há nada que inviabilize a prática do aborto, é do direito da mulher escolher esse método e não outros. Mas enfim, eu encerro o assunto por aqui.

    • Bom, concordo contigo…é como nossa amiga Renata me falou ontem: “ainda existem muitos tabus em cima das mulheres; comprar camisinhas, anti-concepcionais, e etc, elas ainda são muito descriminadas.” E de fato são, é como eu digo no meu post/chat da uol “Mulheres e suas formas de auto-degradação e submissão”. Mas eu espero que um dia as mulheres parem com isso…e que, principalmente, os homens deixem de ser tão babacas e que obtenham mais respeito por suas damas/putas/esposas/malditas.

      E que fique encerrada (de novo) então ^^

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