O normal #3

O normal e a sua liberdade

O normal não é e nunca será livre. A sua liberdade é limitada ao ponto do senso comum, ou seja, termina quando a do outro começa. Sua visão é limitada; assim como sua liberdade pela gaiola que o cerca, são pessoas fracas e sempre submissas. São pessoas sem livre arbítrio, não possuem controle sobre a merda de vida que levam; demasiadamente fracos.

O anormal não apenas é a pessoa que é livre da gaiola, mas sim a pessoa que procura a chave da mesma, é a pessoa que através da leitura, do aprendizado, do questionamento e da música, chega a seus teoremas. O anormal não possui limites em sua liberdade, ele consegue manipular seus desejos e, principalmente, controlam terceiros. Sua liberdade é extrema, é a máxima de um ser humano.

O normal possui o medo de desafiar suas autoridades, é alguém que está sempre com o rabo entre as pernas, nunca possui o argumento libertador, é a escória humana (que hoje em dia se apresenta em demasia).

O anormal é aquele que possui a ânsia da liberdade, ele precisa de sua chave, e para isso, ele luta com tudo o que possui, ele possui argumentos, a racionalidade e a frieza de usar, sem medo, qualquer meio para o fim libertário. Talvez possa se comparar o desejo de liberdade dele com o desejo de se enriquecer das pessoas de hoje em dia.

É engraçado de pensar que às vezes os normais quando tentam procurar a liberdade, eles são tão tolos, que eles se dirigem à igreja, um meio que, para eles, os libertará de seus males e, enfim, trará a liberdade tão almejada por tudo e todos. Mas é estranho, porque a igreja é o meio mais anti-libertário que eu já vi, ela te prende a algo que você não consegue ver, não consegue ser provado nem nada. Tudo bem, há quem diga que deus (es) não é (são) para ser (em) provado (s), mas sim sentido (s). Então seguindo a mesma lógica, eu diria que sinto que há sorveterias em Plutão, afinal, ninguém pode me provar que não há, mas eu tenho fé que há! Ou seja, pela própria lógica cristã, de um deus, eu conseguiria quebrar tal dogma, provando que a liberdade do religioso é uma liberdade falsa, é a liberdade que os leva a perdição da pseudo-liberdade.

O anormal consegue ver além disso, ele, como falei antes, é um cara que questiona, é um ser dotado de racionalidade, um ser que consegue botar sua razão acima da emoção (levando em consideração que deus (es) é (são) pura emoção (ões)), é o tipo de pessoa que não adota a primeira alternativa como a verdade absoluta, é alguém que analisa todas (ou quase todas) as alternativas, e então procura pesquisar sobre cada uma delas, fazer um minucioso estudo sobre cada um, para então chegar ao seu teorema, que obviamente não seria a religião, visto que é uma instituição que prega uma alternativa de pseudo-liberdade.

Trilhas sonoras do dia:

“Vide Cor Meum”…é o estilo de música que eu achei que nunca mais seria feita nessa nossa contemporaneidade, nesse pós-romantismo musical, saúdo os grandes compositores de tal obra: Patrick Cassidy e Hans Zimmer.

6 thoughts on “O normal #3

  1. Diante do aparelho psíquico, pode-se dizer que a pessoa que se considera normal, é simplesmente aquela ‘moldada’ pelo seu próprio superego, cujo qual, modela quaisquer tipos de impulsos pensando da seguinte forma:

    “Como isto vai repercutir em sociedade?”

    Uma boa análise a sua, mas, não se esqueça que o anormal muitas vezes ultrapassa às vezes limites que, considerados normais por nós, meros mortais desprovidos deste poder de racionalidade, são pura loucura.

    • Mas é, praticamente, disso que é movido o anormal! Da vontade de poder/querer e conseguir. Sua vontade e ousadia pelo novo, sua coragem para desafiar o próprio superego é algo digno, algo que o faz procurar e achar a sua chave, para libertar-se de vez; o normal jamais conseguirá fazê-lo, por ter medo, por ser fraco e desprovido de uma vontade de mais.

      • Exatamente e por isto, torna-se algo usual o “normal”, já que, pela própria palavra se diz.

        Quantos sábios não foram considerados loucos ao dizer coisas no passado?

        Apedrejados?! Até isto foram!

        Eu acredito que o que move o ser humano a descobrir novas coisas, é sim, o seu lado ANORMAL, cada um sabe o que pensa dentro de si mesmo e por aí viajamos numa imensidão de possibilidades, que, se consideradas loucas hoje, amanhã poderão ser mais usuais que a própria fotossíntese.

  2. Bom trabalho, estou acompanhando o blog a pouco tempo mas já notei o alto nível intelectual aqui.
    Parabéns pelo ótimo blog!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s