A música e a responsabilidade

O artigo de hoje será movido por duas coisas:

  • a frase de um menino após ter ouvido “Threnody for the Victims of Hiroshima”:

“Cara, eu quase me arrependi, caralho. Desculpa o termo.
Mas é q nem andar de montanha russa, depois da primeira vez, vc quer mais.
Caramba, eu sabia q música tinha esse ‘poder’, mas agora to mais impressionado ainda. Vendo isso, percebo q ainda tenho muita coisa pra aprender sobre música… mas é muito bom estudar isso. Vlw cara, vo escutar mais desse cara”

  • sinfonia de número 2 e 6 de Franz Schubert (♥).

Incrível não? A música possui o poder de deixar as outras pessoas das mais diversas formas. A música de Penderecki (“Threnody for the Victims of Hiroshima”) é uma música louca, triste, desesperadora, traz aflição, e outras diversas coisas que te deixam pra baixo.

É estranho uma música com a intenção de te deixar triste não?

Pois é, Felipe, eu estou acostumado a pensar que música era pra nos fazer bem

Tire essa idéia da cabeça, jovem. Música é expressão de sentimento sobre o eu ou sobre algo externo. A vida não é sempre feliz, a vida não é um mar de rosas, então por que deveria ser a música?

Recentemente terminei uma nova composição (o terceiro movimento de minha sinfonia), e me surpreendi com as pessoas falando, de forma repulsiva, que aquela música as deixava triste, que emana uma energia muito negativa dela, eu simplesmente falei: “Então a música atingiu seu objetivo”.

Ual

É meu caro, não sou daquelas pessoas que só vê a vida como um mar de rosas, que tudo vai dar certo, que a vida é algo belo de se viver; sim a vida é maravilhosa, porém nem sempre a é, e a realidade mostrada por terceiros, choca as pessoas, as deixa silenciadas por um bom tempo e então as fazem refletir. A música é algo, de fato, poderosa, e se for manejada por alguém que possui uma mente maligna e muito avançada, pode fazer com que haja um suicídio em massa (mas há o contrário, como o caso da menina que ia se suicidar, mas ao ouvir a música de Amy Lee, desistiu da idéia; e há quem diga que a música dela incita o contrário).

Nossa, a música é de fato poderosa, Felipe! Você a usa pro bem também né? Ou você é um ser das trevas?

Sou uma pessoa, que ora é das trevas, e ora é da luz. Costumo a dizer que eu nunca sou o eu de ontem, pois o eu de ontem é subdesenvolvido em relação ao eu de hoje. Ou seja, eu estou em constante metamorfose, gosto de sempre mudar, de sempre estar diferente.

Músicos e poetas possuem uma grande responsabilidade em relação a sociedade, por isso não entendo como no Brasil a música é tão desvalorizada, queria ver uma pessoa ficar um dia sem música…é impossível 😀 O som dos carros é música, os pássaros cantando já é música, o vento é música…tudo é música! E as pessoas não entendem 😄

Trilha do dia:

Que delícia de ópera! Apreciem e contem-me o que sentem ao ouvir os tenores e baixos na música ^^

3 thoughts on “A música e a responsabilidade

  1. Concordo contigo em tudo que disse no texto, apenas hei de questionar o final.
    Não vejo barulhos das cidades como musica, não é auditivamente gostoso (se é que posso dizer isto).
    Aliás, quando saio de casa (sempre com o fone nas orelhas) prefiro passar pelo caminho mais longe, porém mais silencioso, para desfrutar do som (já que não pode ser muito alto para nao prejudicar os tímpanos).

    Realmente, musica não é algo alegre, isso é uma caracteristica das bandas da ultima geração (que eu abomino inclusive), as conhecidas bandas coloridas, vocês ja devem conhecer.
    Ex: nxzero, restart….

    Ótimo tópico Felipe.

    • Sim, odeio as pessoas escandalosas da cidade, sempre com pressa, sempre sem tempo pra nada, sempre no telefone ou falando muito alto (odeio pessoas que falam muito alto).

      O caminho mais longo, de fato, sempre foi meu preferido 😄 Adoro o som do silêncio.

      E realmente, as bandas coloridas de hoje só querem saber de falar de “relacionamentos” e garotas. Eu paro pra pensar as vezes: “Porra, onde foi que a música se perdeu cara? Não entendo isso, como ela pode passar de Bach pra Mozart que foi pra Beethoven e virar a merda que está hoje?”. Óbvio que ainda há exceções, pessoas geniais a exemplo de Vangelis e Penderecki. Espero que a época de um filho meu seja melhor que essa nossa XDD Sendo que o senso comum diz que a tendência é sempre piorar kkkkkk

  2. Pingback: Felipe Pacheco – Symphony No. 1 in G « Era uma vez Chaplin…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s