Pensamentos aleatórios #16

Títulos, poderes divinos e, eventualmente, conhecimento.

Ou

O ser ou ter?

Olá, caro leitor.

Como vai você?

Eu estou com uma ferida terrivel que atrapalha o meus tragos no copo de café (por que será que eu digitei isso?).

Enfim, andei meio sumido, a matemática e os círculos geométricos se recusam a se fixar na minha mente; hoje venho falar de um tema de redação que escrevi (e que me rendeu um B)  e que me fez sorrir plenamente : D

Falaremos primeiro do que é o ser:

Ser algo é ser considerado alguma coisa ou personificar determinada atitude que te caracteriza – podemos ser muita coisa, podemos ser inteligentes, burros, reis, ricos, pobres, Judeus, canalhas, galinhas, pilantras, homens, playboys, emos, gays, virgens, etc…

Veja que entre várias destas características algumas (muitas) são ‘atribuíveis’ e outras são inerentes ao ser humano, Homem e gay  são termos inerentes; isto é, são próprios da pessoa – Pessoas se descobrem gays e assim permanecem, homens ainda sim continuam homens (ignore as intervenções humanas de mudança de fenótipo e tratamentos hormonais – leve em conta o genótipo XY); um homossexual continuará atraido por outros do mesmo sexo e o homem continuará a ser homem.

Porem, olhemos o outro lado:

‘reis, ricos, pobres, Judeus, canalhas, galinhas, pilantras, playboys, emos, virgens’

Estes são  termos atribuíveis, são adjetivos dados a certas pessoas para a caracterizar, o que eu quero que você observe aqui, estimado leitor, é que todos estes títulos podem ter importância em certas sociedades e em outras não.

Veja:

No feudalismo o rei e os nobres/ alto clero eram considerados puros; tinham leis especiais só para eles, não pagavam impostos, etc…

A autorização divina era, em reinos Católicos, a premissa para governar a todos e fazer o que bem entende – Porém, com as revoluções liberais e a projeção da burguesia no poder o título era mero detalhe – o sangue foi substituido pelo dinheiro -os valores mudaram e o “Duque de Vila Mariana” começou a ser menos importante que o “Anderson Gates”, por que o A.G. tinha dinheiro, e dinheiro é o que importava (e importa) no momento.

Assim como no Japão feudal, onde o imperador decretou pena de morte a quem não usasse dinheiro em transações.

O povo não conseguia entender por que diabos uma folha de papel valia uma cesta de frutas, um peixe, um caça MIG, uma viagem a Lua; quem sabe se oferecêssemos uns trocados para pacificar  um Maia no Séc. XVI não teríamos muita sorte em nossa oferta. Usemos as armas, este tipo de ‘moeda de troca’ nunca sai de moda.

Todos estes títulos, apelidos, e etc são, como podemos ver anteriormente, mutáveis, e seu peso muda conforme a sociedade dança e revoluciona, conforme os séculos andam.

Hoje o ter é melhor que o ser; hoje ter um par de piercings,tatuagens, ser magro, se vestir bem, ter olhos claros, cabelo liso, dinheiro, e ouvir a banda da moda são coisas interessantes para qualquer pessoa que queira interagir em sociedade; você PRECISA disso para ser feliz (afinal, você sabe o que é ser feliz, não é, filhote?)

Você precisa namorar com um cara bonito, rico, médico ou engenheiro, que pague suas contas, mulher!

Você precisa namorar com uma gostosa, safada, que seja submissa a você, colega homem!

Isto, claramente, te tornará uma pessoa melhor! Infelizmente, meu caro, você não considerou que tudo que você tem pode ser tirado:

A garota/o pode ir embora, o dinheiro, as roupas, a chapinha, a maquiagem, a mansão, o dinheiro.

Isto pode (e hora ou outra vai) ser tirado de você, isto é tangível, e o preço disso tudo varia conforme sociedade e o tempo em que você vive.

Ai você me pergunta:

Cure, mas por Tchekhov, então o que não pode ser tirado de mim!?!?!?!?!

Pois é, não tem como, filhote. Tu vai perder isso um dia – pode ser que tu morra, pode ser que tua empresa avacalhe, pode ser que a ira do senhor venha e arrebate tua casa com a gostosa e com o dinheiro.

E agora?! O QUE FAREI? QUAL O SENTIDO DA MINHA VIDA?!

Oras, estamos caminhando para um ponto importante, filhote!

E se você possuísse algo que não pode ser tirado, algo que é seu, exclusivamente seu?

O que?

Personalidade e cultura, filhote!

Ah, mas é claro, você vai me falar que é culto: Até leu um livro no começo desse ano pra escola (qual o autor? qual a história? Seus neurônios estão ai , segurando a informação?).

Tem personalidade até, meu estúpido amigo?

Ah, perdão, Você tem estilo próprio, é claro.

Não, não. Entenda que eu não falo desse estilo-personalidade que você compra pré produzido por ai não, eu falo de algo mais, eu falo cavar um poço maior para dar uma profundidade a sua personalidade – o mundo está cheio de pessoas de estilo único, de amigos inseparáveis até semana que vem e de amores eternos até o próximo adultério.

A cultura seria um um buraco profundo, filhote, quanto mais profundo melhor. As fossas  Marianas terão de ser nada próximo do que você deve cavar, e isso é um processo, um descobrimento, um tesouro escondido em alguma praia distante  ou no final do arco iris (que comentário ridículo)!

“CAVEM MAIS RÁPIDO, CÃES DO MAR!”

De outro lado é necessário encher esse fosso com água ou qualquer líquido(o líquido seria a sua personalidade, camarada), com a cultura em mãos’ conseguimos fabricar a nossa própria personalidade e questionar o mundo a nossa volta, conseguimos escrever textos tais quis os meus (hunf, grande coisa), podemos provar as coisas  e não repetir a dos outros.

Calma, me lembrei de algo.

E a pá, lobo do mar, deseja cavar com as mãos?

Oras, a pá é a leitura!

“Mas ler é chato, Capitão!”

Oras, pobre diabo,  como quer cavar o buraco? Como quer enche-lo com líquido? Como quer ‘ganhar’ (formar) sua personalidade de verdade ?

Se não tivermos a chave não podemos abrir aquilo que não temos com que abrir, então do que adiantaria encontrar aquilo que precisa se aberto, e que não temos, sem primeiro encontrar a chave que o abra?

-Jack Sparrow

Do que adianta vontade para cavar o maldito buraco se não se tem uma pá, criatura?

Esta personalidade não pode ser tirada por que, nos moldes convencionais,  não foi atribuída a você. Ela te pertence, cão do mar, você fez ela; não eu – Você não repetiu ‘sou nerd por que gosto da Nintendo” 1000 vezes até acreditar piamente que é um nerd, apenas construiu essa personalidade e a aprofundou satisfatóriamente; até se tornar REALMENTE um nerd!

E depois, capitão Cure?

Depois serás um verdadeiro pirata, e irá espalhar a verdadeira pirataria pelos sete mares, marujo; porém, agora, trate de cavar a menos que queira que eu guarde suas mãos dentro de um pote!

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