Pensamentos aleatórios #12

Do caos mental, do Jazz anárquico e qual fim se deu ao romantismo ?

Vida de vestibulando é sinônimo de caos, principalmente daqueles que, como eu, decidiram profissões concorridas.

Dai surge uma realidade inconveniente chamada de cansaço e desgaste emocional, essas duas condições somadas geram o maior mal que pode se abater sobre uma mente pensante: O caos mental.

O caos mental é uma patologia oportunista, que vem se ocupar quando a mente do filósofo está sobrecarregada com diversos assuntos – Contei alguns: Gravava um cd, ouvia música, baixava um programa, um filme, um jogo, falava no msn com 3 pessoas e lia diversos blogs.

Multiplique o homem por 1000, eleve a n! a bagunça e bem vindo a minha mente.

Essas 7 ações simultâneas conseguiram instaurar em minha mente um período semi consciente ficando fora do ar por diversos minutos; Essa tendência do mundo capitalista de multitarefas tem um impacto interessante sobre o corpo humano:

Fazemos tantas tarefas ao mesmo tempo acabam quebrando o raciocínio da pessoa em um intervalo regular (3 em 3 minutos, 5 em 5 minutos), essa mania (ruim) a que nos acostumamos é quem sabe razão pela qual aprendemos tão pouco  em ” 6 horas” de escola (vamos ignorar o ensino falido e a qualidade de ensino das escolas sucatas de São Paulo) – é a Globalização, a boa e velha Globalização…

Enfim, após este curto período de agonia mental começou o período que vem sempre após maré de informações descrita anteriormente, o período onde o cérebro tenta se restaurar da peste negra se utilizando do Jazz ‘Anárquico’ de John Coltrane , não entendo de jazz e da psique humana o bastante para dizer por que diabos aquelas notas ‘aleatórias‘ acalmam como poucas coisas e trazem o silêncio a minha cabeça.

Silence with N.Gailman Sandman

No meio desse silêncio maravilhoso me veio em mente a pergunta:

Que fim se deu ao romantismo?

Um dia desses sai com uma amiga e acabamos juntos, depois de dar um beijo na sua mão e segura-la ela soltou que seu ex-namorado nunca tinha feito coisa dessas, revoltado, fui perguntar para algumas amigas qual a frequência que isso acontecia com elas, afinal, isso deveria ser comum entre aquelas que namoram.

Uma de 6 tinha um namorado que às vezes beijava a mão dela e etc. (1!!1!111)

 

Coltrane não gosta de gente que não é romântica.

 

Enfim, surgiu uma teoria que faz sentido e que foi apoiada por inúmeros conhecidos meus, escrevo-a:

Com o advento da ‘igualdade’ total entre os dois sexos (teoricamente igual, a sociedade ainda é patriarcal) as mulheres resolveram lutar pelo direito de agir igual aos homens; infelizmente copiando-os em algumas coisas que realmente não deveriam ser copiadas por qualquer pessoa que faz por merecer a presença de um cérebro – uma dessas ações é a tendência feminina a não demonstrar o que realmente sente; da tentativa feminina de estirpar a presença dos sentimentos que sente, de mostrar que, como o homem, é forte e não chora.

Logo, essa mesma mulher cai na hipocrisia machista mor de se recusar a expressar o que pensa (e logo após, deixar de sentir) ; tornando estas criaturas tão amáveis e simpáticas em criaturas brutas e insensíveis. O que as tocaria está escondido tão fundo que não se sente muita coisa (quando se sente); mas eu observo que pequenas ações, mesmo as mais ‘ridículas’ como abrir uma porta, segurar na mão, falar bom dia/tarde/noite e tratar com respeito uma mulher muda algo, tira uma pá de areia que foi jogada em cima desses sentimentos que a sociedade ajudou a enterrar.

O romantismo foi fumar um cigarro na varanda e volta logo.

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