O magma: a mais pura textura do fundo de um lugar que cobiçamos, porém, nunca vamos. O medo nos impede, assim como faz com o resto do indolente mundo em que vivemos.
O medo não é superado, pois a coragem já mora numa gruta desconhecida, quase uma eremita, introvertida em seu próprio esquecimento.
O que esmorece é ver que o mundo já se perde no paradigma, não se cobiça o que está atrás da cama, não se cobiça o que é promissor, pois o promissor é sempre temido.
Herói nenhum venceu batalha sem devanear-se como Julio Cortázar, nos detalhes mais rotineiros se encontram as respostas e não são respostas promissoras, pois o promissor está muito além: naquilo que sequer temos consciência de.
“Uma vez em que não sintas mais medo, ninguém pode tocá-lo, ninguém pode pará-lo, você pode voar.”
O destemido (aquele que possui total liberdade sobre si mesmo) acaba, por consequência, manipulando a si mesmo. O instinto é inconsciente.
Há anos atrás caiu no esquecimento um homem que sofreu esquizofrenia ao interpretar conde Drácula, há anos atrás… há mil anos atrás ou talvez dois mil se esqueceram todos os destemidos homens que não acreditaram no oponente e fizeram com que a vida lhe desse apenas um oponente: a si mesmo.
O mundo não vale nem a mortalha que veste o defunto, tampouco a melancolia que o catafalco segura. O mundo não é mundo sem você.
O que este texto quer dizer, é que a juventude não se extasia nas descobertas do conquistar. O mundo é tenro e a única ferramenta que pode parti-lo é você.
Enquanto a convalescença não chega, suba ao topo mais alto de conhecimento teu (e não alheio, pois o alheio não é nada) e olhe para baixo.
O magma queimará até a última camada de sua pele, dermes, epidermes e hipodermes, mas da dor ressurgirá a sabedoria e ela cicatrizará todas as camadas: dermes, epidermes e hipodermes…
Ual, não esperava que o filme “The Good Son” fosse te dar inspiração para um post tão belo.
E esse é um assunto que nós conversamos com certa frequência no msn: o medo e, consequentemente, o superego. É incrível como ao mesmo tempo o nosso medo nos salva e nos limita.
Um dia desses, a noite, eu estava correndo para passar rápido em um lugar perigoso, até que eu passei correndo em frente a um restaurante (um sushi bar) que tinha dois cachorros imensos que protegiam a fortaleza. Lembro que eu passei bem rápido, os cachorros conseguiram me alcançar e ficaram latindo pra mim. Lembro-me da sensação que tive quando percebi a existência dos cachorros: o medo. Mas por que eu senti medo? Simples, porque eu sabia que eles poderiam (e iriam se tivessem a oportunidade) me machucar. Mas foi algo divertido, porque eu pude vencer tal sentimento e fiquei uns 5 minutos encarando-os latindo para mim (lol).
O que eu quero dizer é que o medo é algo irracional, na minha opinião. Eu senti medo pelo fato de os cachorros serem grandes e terem um latido poderoso, mas a partir do momento que eu racionalizei o medo, vi a paisagem em que tais se encontravam e encarei os cachorros, pude perceber que era um medo tolo, e eu garanto que a maioria dos nossos medos são tolos.
Bom, esse filme que eu te passei também me levou, quase que, a tal reflexão. É por causa dele que hoje eu sou um fanático por psicopatologias.
“Once you realize you can do anything, you’re free. You could fly. Nobody can touch you. Nobody. Mark, don’t be afraid to fly”
HAHA Nunca me esquecerei dessa frase épica! ^^
De fato um filme que me deixou extasiado, hahahaha.
O medo não é TÃO irracional assim, se você for pensar… O medo de pular de uma ponte é racional, já que, você sabe que se machucará e deve ter medo, já que, o maior instinto do ser humano é preservar a vida, é o mais “precioso”, mas, isso é de instinto mesmo.
Mas o medo em si, é superável e é ótimo que seja, já que é ele que nos impossibilita de às vezes até, sair de casa com uma roupa.
O superego é uma praga por um lado e por outro é o que nos salva do estar totalmente em prol dos instintos.
Sim, de fato, esse tipo de medo é racional, mas a grande maioria dos medos são coisas mais de instintos mesmo. Se você se machucou caindo de um metro quando criança, você adulto terá medo de altura, um trauma. Agora, se o cara for parar para pensar sobre tal medo e como aquilo, por vezes, o domina, ele poderá entender que aquilo é uma coisa boba. E esse instinto de sobrevivência que você diz, é natural em todo e qualquer humano, a não ser que ele esteja em seu limite e queira dar fim à sua vida. Tal instinto me lembra os lobos que são capazes até de quebrar o próprio braço para sobreviverem. É algo normal, de fato. Mas o medo que digo, é estilo o medo que eu mostrei acima, foi um instinto meu ter medo de tais cachorros que poderiam me machucar, mas ao analisar todo o contexto, é mais que possível ultrapassar esse medo e assim se ultrapassar.
O quê responder? Já falaste tudo
[...] Um filme muito injustiçado. Culkin recebeu suas piores críticas nesse filme, e por quê? Críticas baseadas em seus filmes anteriores e, principalmente, pela sua fama de a criança mais famosa dos EUA e, sem dúvida, do mundo, em sua época. O argumento foi o seguinte: sendo ele a criança mais famosa dos EUA, as crianças quereriam fazer o que seu personagem fizera. Como? Então a qualidade de um filme está no que é exterior a ele? Bem, deixemos esses cães sarnentos de lado, simplesmente não valem a pena. Esse filme tem muito a ver com a questão do mal (recomendo ler esse artigo). Vemo-nos aqui diante da situação de um ser que comete maldades que giram em torno do prazer que ele sente em relação a elas e a reação dos outros. E temos outro garoto que é o oposto disso e que passou recentemente por uma situação nada agradável, tendo de lidar com mais essa – não sendo surpresa haver cenas de visões supra-reais, de sua parte. O jovem rapaz põe em cheque muitas questões interessantes para o primo. Por sua visão mais ampla e menos coercitiva de si mesmo, ele é capaz de achar a liberdade e o prazer de formas variadas, o que leva o primo a fazer objeções, dizendo que ele “é doente”. Seria legal se atentar para o conceito de liberdade do rapaz e como ele consegue botar em prática, efetivamente, esse conceito. Esse é o tipo de filme que eu recomendo ver do modo mais imoral possível, ou seja, sem juízo nenhum de valor. Normalíssimo ver pessoas fazendo concessões de vários tipos, subestimando o que há de interessantíssimo nesse filme – afinal, para que ligar para um filme de Sessão da Tarde? Não poderá haver nada de interessante em um filme desses. É o mesmo despautério que ocorre com a trilogia “The Omen”. Como bons ocidentais, o final de “The Good Son”, assim como o do terceiro filme de “The Omen”, é algo bem…boboca. Sim, boboca. Não porque o bem vence, mas porque o bem vence como que através de um deus ex machina e não através de si mesmo. Os espectadores atentos poderão perceber isso sem dificuldade nenhuma. Ademais, gostaria de vos convidar a ler o artigo de um amigo que foi bastante baseado no filme que disponibilizo, logo, recomendo lê-lo depois de o assistir (aqui). [...]